<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310</id><updated>2012-02-11T17:38:04.571-02:00</updated><title type='text'>Grifo Meu</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7858433067517337543</id><published>2012-02-03T13:14:00.000-02:00</published><updated>2012-02-03T13:14:05.102-02:00</updated><title type='text'>Em respeito ao artista</title><content type='html'>Em vários pontos discordo muito &lt;a href="http://aengenhoca.blogspot.com/"&gt;dela&lt;/a&gt;. Mas recentemente, ao discorrer suas opiniões sobre o excesso e o que dele resulta, veio à tona a frase com a qual concordo, ainda que por um viés levemente distinto: é preciso respeitar o artista. Em seu tempo, quanto à sua obra, em relação ao seu significado...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é novidade que a indústria cultural espreme e suga tudo do artista. E é preciso que o lucro venha no tempo mais rápido possível. O que é irônico, porque quanto maior a aceleração, maior a tendência de que a velocidade seja menor no fim da reta. Quer dizer, há um ponto ideal, na verdade, descrito no auge do gráfico de formato parabólico ou hiperbólico, sei lá, e o mesmo deve proceder com o suco que se extrai da fruta e com o dinheiro que se multiplica com a música tocada exaustivamente nas rádios. Se ultrapassamos o ritmo inicial, ou se não o atingimos em tempo hábil, então o fôlego final é pequeno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato é que não é só por respeito e parcimônia, mas também e especialmente por teimosia, que não consigo gostar do último figurão ou da última banda a fazer sucesso. Não importa o quão toque bem, não importa o quão cante bem, não importa o quão sejam bons seus livros, recuso-me a consumir abobalhadamente e sem moderação aquilo que está em voga. Não é só para bancar o diferente, mas é que também preciso de tempo para degustar aquilo que mal tem sido mastigado pela maioria - ou talvez eu é que seja lerdo para enxergar a genialidade em alguns meros minutos. No fim das contas, vejo aí uma luta constante, como se todos estivessem em corrida desesperada para conseguir provar o último sabor, o mais recente recheio, a nova cobertura - o que nos remete, uma vez mais, ao ponto ideal do que tange à aceleração, às trocas de marcha e a velocidade maior a ser atingida. Dessa corrida, contudo, não participo. Percebo hoje que toda obra precisa de um tempo para ser ponderada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7858433067517337543?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7858433067517337543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2012/02/em-respeito-ao-artista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7858433067517337543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7858433067517337543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2012/02/em-respeito-ao-artista.html' title='Em respeito ao artista'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4190704095988641972</id><published>2012-02-01T23:41:00.000-02:00</published><updated>2012-02-03T13:09:54.361-02:00</updated><title type='text'>2011: acabou</title><content type='html'>- 1 curso de língua estrangeira&lt;br /&gt;
- 1 estágio docente&lt;br /&gt;
- 3 eventos acadêmicos&lt;br /&gt;
- 2 artigos em revistas&lt;br /&gt;
- 2 artigos em livros&lt;br /&gt;
- 1 dissertação, 165 páginas&lt;br /&gt;
- 1 projeto de doutorado&lt;br /&gt;
- e mais 1 &lt;i&gt;vida normal&lt;/i&gt; inteira pra tocar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha momentos que eu jurava como não ia dar. Em outros momentos, jurava que não ia nunca acabar. Mas deu, acabou. 2011 se foi, com pouco mais de um mês de atraso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olá, 2012! Vamos lá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4190704095988641972?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4190704095988641972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2012/02/2011-acabou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4190704095988641972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4190704095988641972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2012/02/2011-acabou.html' title='2011: acabou'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-8055167053050620520</id><published>2012-01-31T12:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T12:06:00.144-02:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>- Oi, bom dia. Onde fica o restaurante universitário?, perguntam-me.&lt;br /&gt;
- É esse prédio rosa aqui, aponto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certo de que rosa não era a cor. Era salmão. Mas como homem só enxerga em 16 bits, rosa ficaria sendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-8055167053050620520?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/8055167053050620520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2012/01/cores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/8055167053050620520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/8055167053050620520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2012/01/cores.html' title='Cores'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-2151262461247482374</id><published>2011-12-19T23:56:00.000-02:00</published><updated>2011-12-19T23:56:00.722-02:00</updated><title type='text'>Trangressão político-gastronômica</title><content type='html'>Era um gringo desses bem a cara dos USA. Poderia se chamar John, McCoy, Edward, e poderia ser um engenheiro ou advogado aposentado e cansado das mesmices de seu país. Mas quem ele era, afinal, não é tão crucial. O que importa mesmo é que se empanturrava de McDonalds, fritas e Coke. Ali punha para dentro aquilo que encontraria em qualquer lugar do mundo. A experiência local estava perdida, parecia que pouco lhe dizia. Mas talvez estivesse descansando do acarajé, do caruru, do vatapá e das outras iguarias oriundas do dendê. Ainda assim, mesmo globalizado, estava nitidamente deslumbrado com as maravilhas da Bahia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
John, McCoy ou Edward, nosso gringo, lambuzava seu sanduíche de plástico com katchup e mostarda e comia tudo com uma voracidade animal. Em cima da melequeira que se formava, jogava a única coisa que dava gosto àquele rango: pimenta do reino moída, dessas que a gente compra no mercadinho da esquina em saquinhos baratos. E ali, o gringo de cabelos brancos e cara suada, enfrentando o calor de Salvador na praça de alimentação de um shopping qualquer, deturpando a não-culinária do sanduíche-padrão mais famoso do mundo, era a coisa mais fora do eixo que eu vi naquela tarde que antecedia a data mais consumista do nosso calendário cristão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cena do dia pagou tudo. Aquele gringo americanizado usando tempero não americano numa comida transnacional (mas tipicamente americana) foi a transgressão não transgressora. Acho que aquele homem não tem ideia do que fazia: não se trata de simplesmente politizar a arte de comer, numa atitude pseudoesquerdista, mas aquela mistura colocava em xeque querelas antigas entre local e global, norte e sul, dominados e dominantes, apocalípticos e integrados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diria que ele é um quase apocalíptico, sem nem se perceber como tal. Ingênuo, glutão e ensimesmado, apenas fazia o que queria para ter o sabor perseguido. O sanduíche era seu, a pimenta era sua, mas a dimensão política de sua mistura ultrapassou a experiência do paladar e da prática social. Quantos, afinal, fariam algo similar ao que ele fez? E quantos suportariam a ardência?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que John, McCoy ou Edward transgrida ainda mais outros padrões, em especial os gastronômicos. Que leve tantos saquinhos de pimenta e outras delícias locais para sua terra. Que estrague os padrões de outras redes, e que cruze outras redes, que ponha tudo em movimento e em conexão. Que seja transgressor ainda que nem se saiba como tal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-2151262461247482374?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/2151262461247482374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/12/trangressao-politico-gastronomica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/2151262461247482374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/2151262461247482374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/12/trangressao-politico-gastronomica.html' title='Trangressão político-gastronômica'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3270917613695065600</id><published>2011-12-14T16:55:00.005-02:00</published><updated>2011-12-14T16:55:52.298-02:00</updated><title type='text'>Foto de costas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/pvnutt/6510891205/sizes/m/in/photostream/" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://farm8.staticflickr.com/7148/6510891205_a3fa004ebc.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Gosto de fotos de costas porque:&lt;br /&gt;
. por vezes revelam a visão do fotografado, e não do fotógrafo.&lt;br /&gt;
. saem da zona do comum, do ordinário, do rotineiro.&lt;br /&gt;
. capturam um momento de surpresa e, não raro, parecem despir o assunto de suas possíveis máscaras.&lt;br /&gt;
. não possuem aquela coisa abobalhada do forçado sorriso para a câmera.&lt;br /&gt;
. possuem uma aura de subjetividade, intimismo e solitude muito própria.&lt;br /&gt;
. algumas costas são belas e, não obstante, sempre ficam renegadas ao descaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3270917613695065600?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3270917613695065600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/12/foto-de-costas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3270917613695065600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3270917613695065600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/12/foto-de-costas.html' title='Foto de costas'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4587941261088192509</id><published>2011-12-01T14:36:00.001-02:00</published><updated>2011-12-01T14:42:02.396-02:00</updated><title type='text'>Suco de abacaxi</title><content type='html'>Nem só de afetos se denuncia um casal. Pois que aquele era um casal bem discreto. Ele na dele, ela na dela. Mas os indícios sempre ficam no ar, e às vezes uma pista escapa sem querer - mesmo sem mãos dadas, mesmo sem carícias. E eu, desligado a fofocas, deixo pra lá, e nem pego nada no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi um suco que me encaminhou um pouco mais rumo à certeza - porque a dúvida já havia sido plantada. Um suco de abacaxi de 500ml compartilhado, 2 canudos, e o copo entre os dois. Quem compartilharia um suco senão um casal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele menina, é namorada dele?, perguntei a alguém.&lt;br /&gt;- É sim, me responderam.&lt;br /&gt;- Arrá, pensei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4587941261088192509?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4587941261088192509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/12/suco-de-abacaxi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4587941261088192509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4587941261088192509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/12/suco-de-abacaxi.html' title='Suco de abacaxi'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4575763889195048365</id><published>2011-11-23T21:28:00.001-02:00</published><updated>2011-11-23T21:36:04.488-02:00</updated><title type='text'>No que se transformam as pessoas?</title><content type='html'>No que as pessoas se tornam? Essa pergunta tem me acompanhado os últimos tempos por simplesmente me assustar diante das transformações pelas quais pessoas conhecidas a longo prazo têm passado. Acho assustador. Porque, no fundo, a vontade é que uns e outros fiquem sempre do mesmo jeito - especialmente quando &lt;i&gt;fomos&lt;/i&gt; e desejamos &lt;i&gt;retornar&lt;/i&gt;, e esse desejo é acompanhado de encontrar tudo, ou quase tudo, do jeito que foi deixado. Nem melhor, nem pior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pior é saber que as pessoas são dinâmicas, principalmente os amigos, que, em constante ebulição, mudam de emprego, de estudos, de ramos de atuação, de companheiros, gostos musicais e ambiente sociais. Mudam de opinião também, mudam de telefone, de endereço, de estado civil, de cidade e estado, às vezes até de país. Mudam a própria temporalidade, a inteligência também, mudam o jeito de ser e de se vestir, de posar para fotos, de se enquadrar e de se deixar enquadrar. Muda tudo, às vezes até o que nutria as relações - que nada é infinito, tudo precisa ser cultivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que se transformam as pessoas? Complicado mesmo não é não saber essa resposta. Complicado é não saber se olhar e se perguntar: e eu, no que me transformo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4575763889195048365?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4575763889195048365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/11/no-que-se-transformam-as-pessoas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4575763889195048365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4575763889195048365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/11/no-que-se-transformam-as-pessoas.html' title='No que se transformam as pessoas?'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-6059995840601635749</id><published>2011-11-07T15:38:00.001-02:00</published><updated>2011-11-07T15:38:19.113-02:00</updated><title type='text'>Um anúncio bom</title><content type='html'>Dois anos atrás, me meti numa seleção de mestrado. Era novembro, e Salvador fazia um calor infernal. Acho que nunca havia sentido uma quentura daquela. O Ceará é um forno, é verdade, e eu até conhecia o tempo dos infernos de Sobral e Teresina. Mas sentir-se cozido ao invés de assado ou frito é outra coisa. Pois era assim que me sentia naquele úmido e calorento mês de novembro de 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sensação era de panela de pressão. Dupla, triplamente pressão. A situação era toda estressante, a tensão estava nas minhas costas sob a forma de mochila. Tudo sufocava: o medo do fracasso, o nervosismo e o calor, principalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos se passaram e esse novembro de 2011 já não está tão quente assim. Algumas nuvens vão tampando o céu e a temperatura varia com cautela. Mas no geral, nada de calor. Tem chovido bastante, com algumas pausas aqui e acolá. Como, aliás, se a cidade toda precisasse ser lavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amanhã é outra entrevista, agora para doutorado. É um passo grande, mas bem sei que posso dá-lo. A situação já é outra. Não só o clima mudou, como também o modo de enxergar as coisas, a confiança, as perspectivas. É engraçado encarar a transformação, o crescimento, os erros e acertos dados ao longo desses anos tão intensos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que eu espero de amanhã? Sinceramente, não é sorte ou coisa assim. Só espero que o tempo fique tal como está hoje, e não como há dois anos. Que não seja aquela panela de pressão fazendo bolhas brotarem da pele. Que não tenha aquele sol quente queimando os braços. Que não molhe a camisa inteira, nem faça pingos caírem da testa. Só quero o tempo como um anúncio bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-6059995840601635749?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/6059995840601635749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/11/um-anuncio-bom.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6059995840601635749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6059995840601635749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/11/um-anuncio-bom.html' title='Um anúncio bom'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-5041794634810442753</id><published>2011-11-02T17:19:00.003-02:00</published><updated>2011-11-02T17:19:51.902-02:00</updated><title type='text'>No feriado, nem café salva</title><content type='html'>Há de se compreender que feriados não são apenas institucionalizações, mas um complexo estado de espírito. Nessas situações, corpo e mente não funcionam do modo para os quais os programamos antecipadamente. "Vou fazer isso", "vou concluir aquilo", por exemplo, não passam de divagações nesses contextos. Há de se convir que guardamos uma intimista relação com aquilo que nos cerca. Não somos seres desambientados, pois: sugamos o movimento e a sensação exteriores, somos influenciáveis, moldáveis, conduzíveis, e toda nossa obstinação, toda nossa capacidade de racionalizar se perde diante da ausência de movimento lá fora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É claro que o contrário também pode servir: ao invés de usar o feriado como um descanso, aproveitá-lo como oportunidade de adiantar nosso trabalho (e adiantar aqui serve até para todas aquelas coisas que já estão atrasadas). Mas hoje exatamente não é bem o dia pra isso. Nesse 02 de novembro, finados, me sinto mais letárgico que vívido. Ainda assim, assumo também, algumas fornadas vão sair. Ou pelo menos precisam sair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-5041794634810442753?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/5041794634810442753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/11/no-feriado-nem-cafe-salva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5041794634810442753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5041794634810442753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/11/no-feriado-nem-cafe-salva.html' title='No feriado, nem café salva'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3714644132393095698</id><published>2011-10-29T00:05:00.003-02:00</published><updated>2011-10-29T00:05:51.509-02:00</updated><title type='text'>Preparação estética</title><content type='html'>Em &lt;a href="http://grifomeu.blogspot.com/2011/03/axioma-1-em-dados-momentos-nao-estamos.html"&gt;outro momento&lt;/a&gt;, dizia que nem sempre estamos preparados para algumas obras - naquele caso, livros. E o mesmo para discos? Veja que agora pergunto, não afirmo nem trato como axioma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da incerteza, tudo indica que sim. Álbuns musicais são coisas complexas. Cresci lendo bons livros - mais por obrigação do colégio que por gosto ou influência familiar, confesso - mas não tive uma boa educação sonora. É complicado, ao menos para mim, desacelerar e ouvir discos inteiros, do começo ao fim. Fico impressionado com quem faz isso, e até sinto certa inveja de quem tem essa capacidade. Não é pra mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a questão aqui não é tanto a ter a paciência suficiente de deixar o álbum rolar, mas de estar preparado para ele, para os artistas e para as mensagens - o que é dito, como é dito, com que intenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me pego há dois dias ouvindo um disco de 12 anos atrás. O ouvi muito naquela época e, de repente, me dá na telha de ouvir agora de novo. É engraçada a obsessão repentina, porque não o faço por admiração ou gosto pela banda - não consigo, por exemplo, reconhecer grandes qualidades nela, embora não pense que essa seja uma condição para a fruição estética da obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que me faz ouvir a tal obra? É uma pergunta sem respostas, tanto quanto não sei de fato se é preciso estar preparado para certos discos. Poderia, assim, dizer que precisava estar preparado àquela época - o que bem pode ser verdade. Mas essa talvez seja uma consideração muito falha. E se ainda hoje não me sinto preparado para ela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3714644132393095698?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3714644132393095698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/10/preparacao-estetica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3714644132393095698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3714644132393095698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/10/preparacao-estetica.html' title='Preparação estética'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-6391591282502660065</id><published>2011-09-29T21:29:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T21:29:38.992-03:00</updated><title type='text'>Cama de gato</title><content type='html'>Deveria ter vergonha de alguns posicionamentos meus. Não do posicionamento, mas da maneira como lido com eles. E, bem, até tenho um pouco, na verdade, mas pelo visto não tanto assim a ponto de escondê-los. Arreganhemo-los, então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lá se encontrava minha pessoa, um perfeito médio burguês, pseudomarxista, meio de esquerda, meio intelectual, jantando e assistindo ao Jornal Nacional. William e Fátima, um dos casais-perfeição da rede do &lt;i&gt;plim-plim&lt;/i&gt;, davam notícias importantíssimas sobre a possível moratória dos EUA, os acordos dentre republicanos e democratas, a posição desconfortável de Obama, os jogos de uns e de outros e, por fim, o que realmente havia sido acertado - o que nem vem ao caso agora, mesmo porque fiz questão de esquecer também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu poderia ser cínico o suficiente para dizer "e eu com isso". Mas sei que os pauzinhos que mexem lá acabam reverberando por aqui. E eu bem deveria estar preocupado com isso, da mesma forma como deveria ter ficado penoso e tudo mais em relação aos problemas nucleares em Fukushima, dos quais se falou um pouco depois, ou até revoltado sobre a situação na Líbia, ou ainda chocado com os atentados na Noruega. Contrariando as expectativas quanto à minha performance, apenas continuo tomando minha sopa com uma cara de "próxima notícia, por favor". O impacto das &lt;i&gt;boas novas porém não tão boas&lt;/i&gt; é tamanho que já está tudo anestesiado - o corpo, a mente, o coração. O pior de tudo, entretanto, não é meu descaso para o ocorre com o planeta, mas pensar no meu papel de ser-no-mundo enquanto nele estou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se ao menos morasse em Marte ou algo assim, ainda se justificaria essa apatia. Mas não moro. Ninguém mora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, que pouco depois do tal jornal, iria lá me dedicar àquilo que é centro das minhas atenções há muito. E, sem já me importar tanto assim para a qualidade e nas decorrências do meu presente trabalho, fico pensando se ele é assim tão importante a ponto de ser realizado. Pois que recebo dinheiro do governo para produzir algo relevante sobre outra coisa relevante, e no momento da notícia, nada parece mais relevante que o risco de calote americano. A impressão que dá é que um rombo nas finanças do Tio Sam é tão perigoso quanto um buraco negro criado instantaneamente em meio ao Grand Canyon. Mesmo porque o jornalismo, o &lt;i&gt;bom&lt;/i&gt; jornalismo, só se ocupa de assuntos importantes, cruciais. Até as fofocas são relevantes. É tudo efêmero, de moratórias à bunda da irmã da princesa, mas é tudo relevante. E eu aqui, me ocupando com algo que meia dúzia de indivíduos entende de mal a pior - eu incluso. Pelo menos não é efêmero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas é bem verdade que nem tudo está plenamente congelado. Ao ver notícias sobre o descaso do Cid Gomes para com os professores da rede municipal ou sobre a calamidade iminente acerca da usina de Belo Monte, devo dizer: ainda há choque, mas só torço para que o mundo dê fim a si mesmo, ou pelo menos consiga exterminar o homem. A gente não tem mais remédio. Ou melhor, poderíamos ser o próprio fármaco, mas somos excessivos demais para darmos conta de nossa própria proteção. Somos venenosos. Por certo há um quê de &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt; nessa história toda, um &lt;i&gt;foda-se&lt;/i&gt; arrogante mesmo. Talvez um dia haja tempo e/ou energia suficientes para que eu me volte àquilo que é relevante. Por enquanto, não há como negar: abrir a janela e olhar para o mundo é apenas uma forma de retornar a si mesmo. Algo como "vou fechar a cortina e voltar a dormir". Tá tudo errado e só quero acordar quando consertarem a bagunça toda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, claro, perceba-se o descaso em não querer consertar também. Mas, no fundo, quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-6391591282502660065?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/6391591282502660065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/09/cama-de-gato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6391591282502660065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6391591282502660065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/09/cama-de-gato.html' title='Cama de gato'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7742094017233467682</id><published>2011-09-16T14:41:00.000-03:00</published><updated>2011-09-16T14:43:06.126-03:00</updated><title type='text'>Retirante, o verdadeiro cosmopolita</title><content type='html'>Às vezes olho pra trás e compreendo que meu lugar nunca fui ali. Se sempre me senti um "cidadão do mundo", se sempre achei frívola qualquer tentativa de estabelecer fronteiras meramente virtuais, é porque também nunca vi esse ou aquele território como digno de fixação - seja física ou simbólica - o que nos leva a um olhar de mistura, conurbação, indefinições e borragens em geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lançar um olhar para Fortaleza hoje me faz pensar em como ela está se tornando um pouco de arrogante - a exemplo de certas Venezas brasileiras. Há no ar um corrente discurso católico de "somos todos irmãos", mas bate-se no peito com orgulho para se dizer quem é, e usa-se nessa porrada uma força tão grande quanto aquela aplicada para fincar estacas no chão nos processos mais improvisados de demarcação de terra. Parece até que o espírito do sertanejo não saiu do transgressor corpo urbano - o que talvez até seja bom, pois nos lembra um pouco do que somos, de onde viemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontece que, apesar da boa intenção da fraternidade, não passamos mesmo de um bando de nazistas a procura de seu Hitler, e a formação dos grupinhos, tribos ou panelinhas urbanas é bem sintomática dessa busca. O termo "coletivo" parece designar essa massa fascinante (mas fascinada jamais, porque sua cultura impede!): não é uma empresa, em formas tradicionais, tampouco é socialista - não venha me dizer que um consumidor de Heineken ou Chili Beans estampa com seriedade o símbolo da foice e do martelo; além disso, seus membros são realizadores e não autores, porque esse termo nos remete ao típico (e defasado) modelo de produção e exploração de conteúdo do século XX - e esses gênios, esses vanguardistas da arte contemporânea são qualquer coisa de &lt;i&gt;pós&lt;/i&gt;. E nesse passo &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt; - uma coisa meio "estou sempre à frente mas não ligo" ou "ai mamãe, como sou cult" - vão constituindo, enquanto coletivos não tão coletivistas, aqueles &lt;i&gt;clustters&lt;/i&gt; ao redor dos quais reza e baba a massa de fãs, essa sim ignorante e fascinada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais impiedoso, entretranto, não é bem o totalitarismo nem tão existente (ou existente, mas disfarçado) nesses círculos, mas sim sua própria caracterização de círculo: grosseiramente, ninguém entra e ninguém sai. Fazer parte de um coletivo é tão estonteante quanto diametralmente oposto o é não fazer parte. Ou se insere nos grupinhos da moda ou se lamenta sem previsões de fim. Porque talvez seja justamente isto que me faz ver que o Ceará não era exatamente o meu lugar: ter entendido que as geografias invisíveis daquela terra eram bem mais fortes que as distâncias físicas impostas pela pequena imensidão do mundo. Ora, quem não nasceu pra Farras na Casa Alheia ou Clube do Vaqueiro, nunca vai chegar a ser um nome de peso autopatrocinado dentre a classe média embasbacada de Fortaleza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prefiro, pois, carregar a sina que acompanha há tempos os cearenses: ser um pequeno, humilde e eterno retirante em busca de seu lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7742094017233467682?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7742094017233467682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/09/retirante-o-verdadeiro-cosmopolita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7742094017233467682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7742094017233467682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/09/retirante-o-verdadeiro-cosmopolita.html' title='Retirante, o verdadeiro cosmopolita'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-1834824332093928899</id><published>2011-09-01T15:46:00.001-03:00</published><updated>2011-09-01T15:46:23.666-03:00</updated><title type='text'>O insubstituível ou a essência das coisas</title><content type='html'>Já falei em outro momento aqui mesmo como os &lt;a href="http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/tecnologia-invisivel.html"&gt;objetos fazem falta&lt;/a&gt;, cada qual à sua maneira. Na ocasião, falava de como a ausência de um simples espelho imprimia uma interrogação sobre mim, a ponto de não saber exatamente a quantas andava meu rosto. Àquela época, sem espelho e com preguiça de sair para comprar, a solução acabava morando de aluguel entre uma coisa e outra: a tela do computador, da tv ou do celular, uma janela de carro mais escura e até uma panela bem polida podiam me dar aquilo do que eu estava desprovido: mais que um reflexo, mas também uma reflexão sobre minha identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a todo momento sinto falta de certas coisas e das coisas certas. A constatação é duplamente estranha, não só pela ideia de &lt;i&gt;certo&lt;/i&gt; mas pela utilização específica de uma coisa e não de outra. Comecemos por essa parte, então: há coisas que são substituíveis, enquanto outras têm uma qualidade ímpar. Posso trocar uma caneta por outra, um computador por outro, um copo por outro. Há pouco quebrei mais um prato (eles vivem se desvencilhando das minhas mãos, ora), mas isso não faz a menor falta justamente pelo valor de unicidade que eles não têm. São substituíveis, portanto. Troco de prato, e se quebrarem todos, compro novos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coisa começa a se complicar quando vivemos atrelados a um mundo de simulações. Não tenho uma calculadora por perto, não da forma como aprendi que ela é, mas ao mesmo tempo tenho 4. Duas delas em celulares, duas em sistemas operacionais. São calculadoras porque calculam, fazem contas, computam algo. Não têm a mesma materialidade das calculadoras tradicionais (de plástico ou similares), mas funcionam, fazem o que devem fazer. Ainda assim, entretanto, causam estranheza, talvez pela dificuldade de digitar os números no teclado do notebook ou na tela &lt;i&gt;touch&lt;/i&gt; do celular. Há algo de dificultoso em ambas as formas, e nem estou bem certo de que essa é uma querela de gerações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo mesmo caminho vão editores de texto ou blocos de nota. Ora, se a cultura da interface se caracteriza, dentre outras coisas, justamente por ser uma metáfora da vida fora da tela, nada mais sensato que se utilizar de elementos imitativos daquilo a que estamos acostumados. O bloco de notas, assim, pela sua praticidade e versatilidade parece perfeito: tomam-se notas, escrevem-se pequenos textos, programa-se até. Mas, definitivamente, não tem a mesma riqueza que uma folha de papel em branco. Alguém já disse, muito sabiamente, que não fazia esculturas; elas sempre estiveram ali, no mármore, e o que o indivíduo fazia era tão somente retirar o excesso de material até que a forma oculta se revelasse. E é mais ou menos assim com a folha em branco: nada está lá, mas tudo está - virtualmente, mas está. Cabe ao grafite ou à caneta desvelar, camada a camada, o texto, o desenho, os rabiscos que se podem encontrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É também estranho falar sobre um uso correto das coisas, como se fosse claro que os objetos são criados para que tenham um fim específico e nenhum outro mais. No fundo, a questão é terrível mesmo, meio que sem solução: há uma essência nos objetos ou eles só se constituem como tal a partir de seu uso? Já falei há pouco que o bloco de notas do Windows, por exemplo, serve para tomar notas, mas é possível usá-lo para criar ou editar &lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt; inteiros só com ele. E isso os faz ambientes de desenvolvimento? O próprio computador no qual escrevo esse texto por vezes chega a impressionantes 80 e poucos graus centígrados. E isso o faz ser uma frigideira?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No fundo, tudo isso veio de uma constatação desorientadora: da mesma forma como o espelho me fez falta, um caderno de notas (e não bloco) também o faz. Tenho 3 blocos de nota grandes e um 1 pequeno. Embora tenham a mesma função - servir papéis para o rabisco de notas - nenhum consegue ter a mesma aura que um caderninho possui. (E talvez seja esse um dos motivos pelos quais pessoas &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt; gostem tanto de Moleskines). Mas não só a aura: também a praticidade, a facilidade de uso, a forma concisa, fechada, blocada. Arrancam-se folhas do bloco com uma facilidade que nos faz pensar: em breve, deixará de ser um bloco para se tornar um conjunto disperso de folhas soltas. Porque esse ponto parece bem sensato: não se pode falar de uma essência sem uma forma nem de uma forma sem conteúdo - como, afinal, seria um bloco de notas se as folhas de papel não estivessem juntas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-1834824332093928899?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/1834824332093928899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/09/o-insubstituivel-ou-essencia-das-coisas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/1834824332093928899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/1834824332093928899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/09/o-insubstituivel-ou-essencia-das-coisas.html' title='O insubstituível ou a essência das coisas'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7490461039684934504</id><published>2011-08-17T18:01:00.002-03:00</published><updated>2011-08-17T18:02:16.216-03:00</updated><title type='text'>Sem lugar para introspecção</title><content type='html'>Por vezes leva um bom tempo até que você passe a entender a relação entre você mesmo e a cidade em que você vive. Vamos a algumas constatações: não há lugar para introspecção em Salvador. A palavra parece ter sido riscada do dicionário baiano. Mais uma vez, não que seja bom ou ruim &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, mas é o que se vê por aqui. Notemos:&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pessoas falam alto no meio da rua, como se todos os demais transeuntes precisassem de fato saber do que se trata. Bem, frisemos que uma conversa até envolve mais de uma pessoa, mas as praças não precisam virar ágoras. Nesses casos, bom senso é um ponto misterioso demais, intocável até.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Como se não fosse suficiente saber o teor de um diálogo, às vezes nos é dada a oportunidade de saber tudo sobre o monólogo do cidadão. Sim, porque não raro é possível encontrar um indivíduo reclamando, elogiando, gritando sozinho, falando para todos e para ninguém ao mesmo tempo. E quanto mais ignorado, mais ele fala.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Nas zonas turísticas, você é abordado da maneira mais agressiva possível por ambulantes. Não há respeito pelo espaço alheio, e a invasão é tanta a ponto de chegarmos ao contato físico - se der bobeira, eles amarram uma fitinha do Bonfim &lt;i&gt;made in São Paulo&lt;/i&gt; em você e aí já era. Brasileiros não têm lá muito essa frescura, ok, mas e os gringos?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ressalte-se, quanto ao ponto anterior, que, quanto maior sua educação, maior o nível de invasão. Coisas como "não, obrigado" resultam numa intensificação da abordagem. Esnobar, dizer não com a cabeça sem nem abrir a boca, fazer cara de quem não está nem aí pra aquela porra de artesanato, tratar como cachorro de rua, enfim, no geral são atos que conseguem afastar vendedores. Um "vai te fuder" meio que lhe dá imunidade para todo o sempre.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Não bastasse ambulantes nos pontos turísticos, há ainda aqueles que entram no ônibus com o cinismo de quem precisa ganhar o sustento do dia: "desculpa incomodar a viagem de vocês, mas estou aqui trazendo...". Não desculpo não e vai calando a boca logo. Deixa eu curtir esse engarrafamento na minha, porra.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;E, claro, não é possível deixar de lado aqueles que adoram socializar sua música. Sempre tem alguém no ônibus ouvindo uma swingueira nojenta de dois ou três acordes. Fone de ouvido, para essas criaturas, é algo meio alienígena. Deve dar câncer, só pode.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
Está claro por que introspecção é algo que não existe no dialeto baianês? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7490461039684934504?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7490461039684934504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/08/por-vezes-leva-um-bom-tempo-ate-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7490461039684934504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7490461039684934504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/08/por-vezes-leva-um-bom-tempo-ate-que.html' title='Sem lugar para introspecção'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3967743812987107841</id><published>2011-07-13T19:08:00.002-03:00</published><updated>2011-07-13T19:08:35.548-03:00</updated><title type='text'>Sobre o arrependimento</title><content type='html'>Por mais incrível e irônico que pareça, estas linhas não versam sobre o passado, mas sim sobre seu antagonista-mor: o que ainda está por vir, tão certo de vir que até nome já tem e que, ainda assim, apesar das certezas, é tão incerto quanto aquilo que ainda não veio. Ou seja, tão incerto quanto o é em si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensar em arrependimento denota olhar para trás. De uma maneira ou outra, mesmo que pensemos momentaneamente no futuro, arrepender-se é sempre um movimento de volta. &lt;i&gt;Ah se tivesse sido de outra forma...&lt;/i&gt; E estas linhas, que já se tornaram parágrafos, parecem tão paradoxais quanto insustentáveis. Mas é só aparência, porque se se sabe bem do futuro, é porque já se viveu o passado demais para já saber do devir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois vejamos: chega o momento, o dia D ou a hora H. Esse é o momento-ápice, aquele que, se representado graficamente, é o cume de uma dança de linhas num plano cartesiano. Consideremos esse instante como o momento exato de arrependimento. É quando olhamos para trás e pensamos que poderia ter sido diferente. É quando temos vontade de desfazer toda a linha do tempo e reconstruir o enredo da maneira que for possível. Mas nesse nosso movimento paradoxal, é bem possível olhar para o futuro, justamente aquele que vem depois do ponto culminante, mas apenas antes de chegarmos neste - e, portanto, bem antes também de alcançarmos o que está por vir depois. Pois é assim que me sinto, sabendo que ora me arrependerei, que olharei para trás e que, ainda assim, outrora me desarrependerei - mas não se entenda como um arrependimento do arrependimento, mas uma simples volta, um retorno ao estado de origem, como seu eu pudesse, ou viesse a poder, flanar na linha do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe a pergunta: por que fazer a dita ação que me levará ao arrependimento certeiro? Pode-se dizer "para testar", mas essa escolha seria auto-&lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt; demais. Ou também "porque, de outra forma, apenas me arrependeria mais ainda". No fundo, a dinâmica parece se dar exclusivamente a partir de uma ordem matemática: a menor perda é o que nos leva ao caminho a ser escolhido. Há, claro, aqueles que se baseiam nas emotividades ou ainda nas espiritualidades. É válido, mas não é o caso. Dessa vez - ou como sempre - tomo por base o cálculo frio e a quase certeza do desarrependimento, ainda que tal frieza me permita ver perfeitamente o futuro arrependimento tão certo quanto o próprio &lt;i&gt;espaço-e-tempo&lt;/i&gt;, o próprio futuro, que lhe dará lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3967743812987107841?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3967743812987107841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/07/sobre-o-arrependimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3967743812987107841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3967743812987107841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/07/sobre-o-arrependimento.html' title='Sobre o arrependimento'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-6770757429512539941</id><published>2011-06-29T01:42:00.001-03:00</published><updated>2011-06-29T01:47:28.250-03:00</updated><title type='text'>Tempo bom é o de hoje</title><content type='html'>Não entendo a filia excessiva que uns e outros têm pelo passado. Fato é que sempre lançamos mão de retóricas para exaltar aquilo de bom que se passou. &lt;i&gt;Oh, como era doce minha infância&lt;/i&gt;. Ou &lt;i&gt;bons tempos, aqueles&lt;/i&gt;. Fazer uso de um saudosismo tem lá seu valor. Mas tamanho apreço, por vezes, parece se dar precisamente porque a saudade nunca se atualiza em seu próprio perecer. Em outras palavras, o tempo nunca retorna, nem nós mesmos retornamos aos lugares e tempos de outrora. Dada a impossibilidade de reviver o momento, eis a construção de seu valor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, feito fãs patéticos, bate o desejo de re-situar. O jeito, então, é mobilizar a nós mesmos, porque nem o tempo, nem as coisas, nem as construções vão se mover a nosso bel-prazer, só para nossa satisfação, só para nosso simulacro, nosso faz-de-conta-aberração. Eis que está muito claro: é tudo diferente, absolutamente tudo. Já não se disse que um mesmo homem não entra duas vezes no mesmo rio? Pois esqueçamos essa história de reviver. A história acabou, diria outrém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda assim, não nego, o passado tem seu valor. Não apenas por ser base fundamental para o presente, mas também por ter sido bom o suficiente para ser plenamente desejado. Que o seja lembrado, então, mas que também se atualize, e por esse caminho, entende-se que há de haver diferenças. Que as valorizemos, também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que mais impressiona, em especial nos &lt;i&gt;revivals&lt;/i&gt;, nas confraternizações e afins, é a presença de uma dupla confusão ou ilusão. Primeiro: de que o tempo relaciona-se com uma dada homogeneidade. Fala-se de um grupo perfeito, composto por pessoas perfeitas, com uma harmonia perfeita. Porra, não havia nem há perfeição! Os defeitos do passado podem até ter sido consertado mas, senão, só devem mesmo piorar. Segundo: de que nossos elos só são lembrados por conta de qualidades. Todavia, há ligações ruins, péssimas, tenebrosas. Iludimo-nos, achando que reviver as velhas situações não terá qualquer reminiscência do que se passou de mal. Mas terá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora tudo isso, bem, tudo muda, todos mudam. Os indivíduos de outrora, assim como seus lugares e o próprio tempo, já não são mais os mesmos. O porra-louca virou pastor. A santinha engravidou. O CDF virou pagodeiro/axezeiro/forrozeiro. O vagabundo passou no ITA. O metaleiro encontrou Jesus. A hipponga virou paty. A paty virou biscate. O marxista virou empresário. Alguns seguiram seus caminhos, enquanto outros ficaram estagnados. Uns se deram bem, outros só se ferraram. Alguns acertaram, outros só erraram. Uns enriqueceram, outros só encontraram dívidas. Alguns apostaram em rotas diversas, enquanto outros iam, mas vacilavam. Uns souberam criar novas ligações, enquanto outros só pensam nas velhas homogeneidades já falidas. E, dentre atalhos e desvios, alguns entenderam, outros não: aquele tempo era bom, mas tempo bom, de fato, é o de agora. Vivamos, então, que adorar o tempo morto é como estar tão morto e parado no tempo quanto o próprio tempo em si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-6770757429512539941?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/6770757429512539941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/tempo-bom-e-o-de-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6770757429512539941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6770757429512539941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/tempo-bom-e-o-de-hoje.html' title='Tempo bom é o de hoje'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-2841941548314950553</id><published>2011-06-18T14:39:00.000-03:00</published><updated>2011-06-18T14:39:53.493-03:00</updated><title type='text'>TV local</title><content type='html'>Assistir a alguns programas televisivos locais só serve para dar certeza de que há um controle patético a partir de certas oligarquias. É filho de fulano como apresentador, sobrinho de beltrano como diretor e as mesmas ideias circulando dentro da tv, fora dela, no ar, nas conversas de café e de mesa de bar. Fora a velha e mofada, porém recauchutada, ideologia do forró, a apoteótica estética do &lt;i&gt;play&lt;/i&gt; operando massivamente o dinheiro da classe média e o utópico sonho do brega de um dia atingir o patamar do chique. Ou de puxar tal patamar para o próprio lugar, porque ir é sempre mais difícil que ficar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não que assistir à MTV, NatGeo, Fox ou HBO sejam sinônimos de alto gosto - também têm seu quê de ridículo. Ora, sob certa ótica, não faz o menor sentido em separar o que é local do que é global. As duas dimensões não existem, se formos observar a velocidade e o movimento dos fluxos comunicacionais invisíveis mas sensíveis. Trata-se, com efeito, tanto das fibras óticas por debaixo do mar quanto das ondas de satélite a cruzarem nosso caminho, ou ainda as redes wi-fi e 3G que nos servem de combustível de exibição celular, e&amp;nbsp; mesmo até aquelas fofoquinhas incontroláveis que nos dão certo conforto à nossa &lt;i&gt;volonté de savoir&lt;/i&gt; rotineira. Ora, porra, há um claro diálogo entre o que é tipicamente regional e o que é claramente gringo, e isso é sempre bem interessante. O que é rizível e digno de enjôo é a regurgitação daí concluída, o produto final das tentativas de juntar, mesclar, conduzir, operacionalizar as tendências, as éticas e as estéticas desse jogo de audiências. E tal resultado não vai de encontro dos poderes oligárquicos que controlam nossas ondas de rádio. Pelo contrário, só faz corroborar, pois quem segue com fidelidade os bordões ecoados em cada canal só merece mesmo ser taxado de admirável gado novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dito isso, fica uma pergunta: do que estou reclamando? A grama do vizinho é sempre mais verde, fato, e se estou com a tv ligada, é por escolha própria. Poderia ir ali e assinar Sky ou Net, mas no fundo apenas me abriria ao mesmo patetismo, só que de escala ampliada. O que é pior, não sei. É hora de desligar, entretanto, porque mudar de canal, é só pra mudar de raia desse fosso-cloaca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-2841941548314950553?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/2841941548314950553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/tv-local.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/2841941548314950553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/2841941548314950553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/tv-local.html' title='TV local'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4785225110717607918</id><published>2011-06-03T18:16:00.001-03:00</published><updated>2011-06-03T18:25:32.737-03:00</updated><title type='text'>No coração da aldeota</title><content type='html'>Às vezes acho que tenho algo de masoquista. Pois, não sei por que, parece até que procuro por aquilo e por aqueles que me fazem mal. Mas isso já é ser negativista e colocar a culpa sobre meus ombros. Se "eu fosse mais eu", externalizaria qualquer falta e diria que o negativo é que me procura - assumiria, de quebra, que sou um pólo positivo, e que o que não presta está fora de mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É irônico que assim seja, até porque é precisamente essa assunção que tantos utilizam, quando &lt;i&gt;são&lt;/i&gt;, quando &lt;i&gt;fazem&lt;/i&gt;, quando &lt;i&gt;estão&lt;/i&gt;. E sobre esse verbo, que parece ser menos ação que o &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; e mais localização que o &lt;i&gt;situar&lt;/i&gt;, lanço meu olhar por uns instante. Pois que, fazendo um elo entre o primeiro e o segundo parágrafos, posso dizer: vez por outro me atraio por aquilo que me faz mal, e me faz mal ler qualquer coisa publicitária que afirme, com orgulho, "estar no coração da Aldeota". Pois foi o que vi há pouco, pulando de link em link, até encontrar a maldita frase já catapultada ao posto de bordão da propaganda cabeça-chata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o que afinal é estar no coração da Aldeota?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A frase, claro, diz algo além do endereço. Diz algo sobre condição socioeconômica, e também política, e cultural, e simbólica e também qualquer coisa que se queira pensar. Aliás, em tempo, todo mundo quer estar na Aldeota, ou queria, já que o velho bairro parece andar meio na ladeira da decadência. Mas se todos estão na Aldeota, e mais ainda em seu coração, que coração central é esse que abarca o corpo inteiro? É de mãe esse músculo involuntário?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, estar no coração da Aldeota é como morar no melhor da Messejana: tem sempre algo de bom, é perto de tudo, tem todos os serviços e o que é de ruim resta periférico. &lt;i&gt;Lá, não aqui&lt;/i&gt;. E se o periférico depende de um centro, e esse centro sequer existe, porque todos clamam por ele, então que periferia circulante é essa? E que centro flutuante é esse? Não, nem se trata de assumir as mudanças dos centros econômicos ao longo das décadas. Tal nomadismo é facilmente observável. Trata-se de pensar - e assumir! - as guerrinhas particulares entre bairros, de ter por fato o medíocre discurso bélico do dia-a-dia que lança mantas de favela ali e louros de Alpha Ville aqui. Porque estar no coração da Aldeota é isso, e muito mais. É ser católico apostólico românico, é usar iPhone e ostentar o símbolo do pecado, é estar livre de todo mal, amém, e pregar, no carro, adesivo do Recado, comer na Romana e ignorar a Leão do Sul, pagar 6 meses de academia adiantados e frequentar só por 2, se esbaldar de Heineken e considerar o Ceará já inserido no circuito internacional do consumo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E então, aldeia Aldeota, o que é de fato estar em seu coração? Se é que há algum no seio dessas suas famílias filhas da oligarquia... Aposto que, se pudesse responder, você sequer teria palavras exatas. Aposto que nenhuma descrição daria conta para falar dessa finesse ridícula que consome a visão já hipermétrope dos seus moradores e vizinhos publicitários, inventores e reinventores dos bordões exclusivistas mais repetidos da cidade. Indica de uma vez onde é que fica esse coração pra que algum Peri lhe dê umas boas flechadas. Talvez assim, só assim, é que se rasgue toda essa falácia cosmopolitana que te cobre e a faça desmoronar. A falácia, não você, porque se você vier a cair, que Papicu, Fátima ou Seis Bocas virá assumir o seu lugar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4785225110717607918?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4785225110717607918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/no-coracao-da-aldeota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4785225110717607918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4785225110717607918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/no-coracao-da-aldeota.html' title='No coração da aldeota'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3936595527443793502</id><published>2011-06-01T21:18:00.000-03:00</published><updated>2011-06-01T21:18:22.092-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Certo que nunca vivi tão apinhado de textos ao meu redor. Artigos soltos, livros, xérox, impressões diversas. Apinhado ando não só de textos, mas também de ideias, dúvidas, projetos, vontades e anseios, como se cada página não lida fosse um problema a se resolver e, igualmente, como se cada página lida trouxesse novos problemas, novas perguntas e novas inquietações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jByX6H5hBBs/TebVPMM8FNI/AAAAAAAAAh0/VNhz2VG4MZM/s1600/livros.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://3.bp.blogspot.com/-jByX6H5hBBs/TebVPMM8FNI/AAAAAAAAAh0/VNhz2VG4MZM/s400/livros.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jogando o olhar rapidamente, é possível notar de tudo: livros para um estudo específico, livros variados, livros para, digamos, fins diletantes, livros na estante, livros no criado mudo, livros servindo até de base para uma coisa ou outra; xérox de livros sobre um tema específico aqui, impressões sobre outro tema ali e mais outras folhas soltas acolá. Metódico que sou, fico sempre a procurar um modo de organizar, categorizar, calar, enfim, o monstro do caos que teima em surgir por gênese espontânea. Esteja dito, há um criacionismo no universo do quarto: tanto menos se colocam as coisas em seus lugares - ainda que estes sejam inventados autoritariamente - mais elas teimam em andar e explorar os espaços possíveis. É assim que se perdem as canetas Bic, os carregadores de celular e todas aquelas coisas que somem justamente quando mais são necessárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-x4ILCBxGODc/TebVQUWBk2I/AAAAAAAAAh4/SplFuCtL9bc/s1600/xerox.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" id=":current_picnik_image" src="http://2.bp.blogspot.com/-x4ILCBxGODc/TebVQUWBk2I/AAAAAAAAAh4/SplFuCtL9bc/s400/xerox.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Não bastasse essa galhofa, os textos gostam de ir além no que tange à bagunça a preencher nosso vazio interior de todos os dias: não apenas são fanfarrões em si mesmos, dizendo coisas e desmentindo nosso entendimento, como gozam de certa liberdade em ir e vir, em sair de sua ordem ou localização, seja lá qual for, de Z a A, amontoados em pilhas ou alinhados lado a lado. Talvez eles saibam como devem estar dispostos, afinal, já que se supõe serem mais sábios que nós, os burros a lê-los. &lt;i&gt;Eu devia estar sempre aqui, não ali&lt;/i&gt;, é como se dissessem. Uma afinidade meio à Deleuze e Guattari.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nGENC9u-M1U/TebVOpsXMhI/AAAAAAAAAhw/jvEeL_z59mM/s1600/cabeceira.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://4.bp.blogspot.com/-nGENC9u-M1U/TebVOpsXMhI/AAAAAAAAAhw/jvEeL_z59mM/s400/cabeceira.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
E, assim, posso dizer: toda organização é efêmera. Deixe que cheguem mais itens, novos amigos para os textos brincarem (e eles sempre virão!), e logo a bagunça volta a imperar, feito recreio de criança. No fim das contas, iremos lá, ajeitar, podar, censurar, enfileirar pedagogicamente o universo de ideias que as letrinhas tanto querem embaralhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3936595527443793502?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3936595527443793502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/certo-que-nunca-vivi-tao-apinhado-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3936595527443793502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3936595527443793502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/certo-que-nunca-vivi-tao-apinhado-de.html' title=''/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jByX6H5hBBs/TebVPMM8FNI/AAAAAAAAAh0/VNhz2VG4MZM/s72-c/livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-651161331518120518</id><published>2011-05-19T15:17:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T15:17:50.660-03:00</updated><title type='text'>A dura vida de estudante profissional</title><content type='html'>Primeiro de tudo, há que se considerar mais de um tipo de estudante profissional, doravante EP. Identifico pelo menos dois: o primeiro é aquele que tem medo de enfrentar o mundo fora das grades do ambiente de estudo, seja lá qual for. Todos conhecemos pelo menos uma pessoa assim, ora indecisa, ora cheia de certezas, mas que, dentre vários &lt;i&gt;vou ou fico&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;pulo ou não&lt;/i&gt;, acaba se deslocando sempre na horizontalidade. Ou seja, mal termina um curso, começa outro, ao invés de encarar um desafio novo, diferente. Assim se sucede pois o devir é sempre amedontrador, é sempre uma escuridão, e encará-la é assombroso demais quando não se tem uma barra de saia pra puxar ou uma sandália japonesa pra levar nos couros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é desse tipo covarde que desejo falar, entretanto, mas daquele EP cujo trabalho é de fato estudar. Tarefas? Ler, escrever, anotar, fichar, congressar, articular, referenciar, ler mais uma vez e alimentar todo o ciclo vicioso de &lt;i&gt;construção de ficções&lt;/i&gt; - só para citar Latour e Woolgar e seu maravilhoso &lt;i&gt;A vida de Laboratório&lt;/i&gt;. Essa categoria é aquela recebe dinheiro, ou deveria receber, para somente estudar. E estudar, aqui, significa gastar não uma ou duas horas lendo um texto qualquer, fingindo alguma produçãozinha e algo mais, mas talvez estabelecer uma rotina suficiente para manter vivo aquele ciclo citado logo acima. Não é um trabalho melhor ou pior que os outros, de mais ou menos status, mas é diferente a ponto de não ser compreendido. Enquanto o mundo todo estuda para depois trabalhar, o EP trabalha já estudando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É claro que a situação típica do EP dedicado - aquele que consegue deixar a bunda quadrada e realmente se torna um &lt;i&gt;cu de ferro&lt;/i&gt; - pode vir a ser radicalmente não entendida por outros tantos. &lt;i&gt;Como alguém trabalha em casa?&lt;/i&gt;, diria a D. Maria que faz faxina. &lt;i&gt;Como alguém fica estudando às 3h da manhã?&lt;/i&gt;, perguntaria o S. Menino, porteiro que dá uma bisbilhotada nas luzes dos quartos entre um cochilo e outro. Ambas as atividades, por sinal, são privilegiadas: é bem possível passar o pano na sala ou abrir o portão enquanto se pensa em outra coisa. Corpo aqui, mente acolá.Trabalhar, assim, já parece ter virado sinônimo de alienação, enquanto estudar é algo como preparação. Mas notemos: alienação não apenas no velho sentido marxista, que esse ainda persiste, mas também num sentido meio &lt;i&gt;lobotômico&lt;/i&gt; - aquele caso típico de entrar no automático, apertar parafusos e pressionar botões, sem já nem saber como e por que. De forma é possível entrar no automático lendo textos cabeçudos? Seria possível e mesmo desejável?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora essas questões, ainda resta um ponto a esclarecer antes de assinarmos a carteira, afinal: quantas horas por dia? O operário padrão chega às 8h e sai às 18h, ou qualquer coisa similar. É isso que faz o EP certinho? Oito horas de trabalho puxado, com intervalo de almoço no meio, é assim que deve proceder o EP? Não sei bem ao certo. Até pensei que fosse, pois por vezes acho que essa modernidade toda é o que está quebrando o mundo. Alguns padrões rígidos de disciplina até que não fazem tão mal assim, né? Ou fazem, sei lá. Esse texto mesmo não estaria saindo agora se eu estivesse seguindo o ciclo ideal do &lt;i&gt;EP do mês&lt;/i&gt;. Ou talvez nem devesse sair, de fato, já que há uns 2 ou 3 artigos ansiosos por serem feitos. Eles existem, virtualmente. Então deixa que eu os atualize, já é hora. É preciso construir ficções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-651161331518120518?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/651161331518120518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/05/dura-vida-de-estudante-profissional.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/651161331518120518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/651161331518120518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/05/dura-vida-de-estudante-profissional.html' title='A dura vida de estudante profissional'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-5467781580843628057</id><published>2011-05-03T10:56:00.000-03:00</published><updated>2011-05-03T10:56:59.877-03:00</updated><title type='text'>Lógica da desordem</title><content type='html'>Há uma lógica de desordem inacreditável em Salvador. Não que a desordem seja ruim e que a ordem seja boa. Não desejo anexar juízos de valor a estas palavras, pelo menos não conscientemente. Mas que há uma desordem, há, e parece que ninguém da casa sabe ou mesmo quer arrumar a bagunça. Vejamos, pois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiramente, os traçados das ruas. Seria preciso voltar pela história da cidade para entender mas, aparentemente, o departamento de trânsito local não sabe e nunca soube que a distância mais curta entre dois pontos é uma reta. Ok, há trocentos morros para todos os lados, e fazer meros 100 metros de avenida reta às vezes é impossível. Como cavar um túnel é mais caro que contornar o obstáculo, tome curva, então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não bastasse a inspiração nos grandes prêmios da Fórmula 1, a desordem também impera na numeração. Pra que ela existe, aliás? Se ali na frente é 260, depois é 322, mas logo volto para 274, então ela não funciona! E de repente aparece, no mesmo lado, um número ímpar, um 91 da vida, por exemplo. Nitidamente há em alguns logradouros uma dupla marcação, por vezes no melhor estilo "à direita de quem vai, à esquerda de quem vem". E procurar um endereço no nosso guru-mor de cada dia, o oráculo Google, é inútil: nem mesmo o olho de Deus sabe ao certo onde ficam determinados endereços, e a indicação passa ao largo de uns 500 metros, no mínimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra coisa impressionante é forma como as coisas estão localizadas na cabeça. Existe um senso de se localizar pelos lugares ou pela topografia. Isso é impressionante! Quando se pede água, a pessoa do outro lado da linha não pergunta qual a numeração do prédio; pergunta apenas qual a rua e o &lt;i&gt;nome&lt;/i&gt; do edifício. E se você ainda assim quer ser &lt;i&gt;brother&lt;/i&gt; e tenta fornecer a numeração, a criatura recusa. Parece uma ojeriza aos números. Mais estarrecedor é pedir informações na rua. As pessoas não dizem "você dobra na rua tal, depois entra à esquerda na avenida x". Ao invés disso, transformam-se instantaneamente em geógrafos, acessam um banco de dados interno, puxam todas as informações da estrutura física da cidade e, por fim, roteirizam: "é na rua do Morro do Cristo" ou "logo depois que descer o viaduto, você vira a direita e segue até o largo" ou mesmo "entra nas gordinhas". É até compreensível que seja assim, afinal se a numeração-racionalização não funciona, faz-se necessário encontrar outro meio de racionalizar o espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de toda a dificuldade com as ruas daqui, confesso que eu mesmo já me peguei dando informações &lt;i&gt;à la baiano&lt;/i&gt;: "onde fica o final da linha x?", perguntaram-me. Minha resposta não poderia ter sido mais &lt;i&gt;sotero&lt;/i&gt;: "cê vai em frente e na terceira rua, a rua do posto, entra à esquerda". É estranho, mas deve ter sido uma solução encontrada pela população para poder se situar no arranjo louco da cidade. É até meio poético, uma vez que a valorização do tal &lt;i&gt;senso comum&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;saber local&lt;/i&gt; tem sido apreciada - um passar de mão pela cabeça quase pedagógico, bem dizer. Mesmo&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;essa relação afetivo-topográfica sendo &lt;i&gt;bonitinha&lt;/i&gt;, confessemos: seria bem mais fácil ter uma estrutura ordenada, como em NY: ruas e avenidas não com nomes, mas numeradas, cartesiana e ditatorialmente postas em perpendicularidade. Se bem que aqui é Salvador, né? Se adotassem tal marcação, nem a ordem dos números seria respeitada - como já não o é no caso dos imóveis...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Onde fica a Rua 4? Não consigo achar.&lt;br /&gt;
- Ah, é porque ela fica entre as ruas 6 e 7. Entra ali nas gordinhas que cê chega nela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-5467781580843628057?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/5467781580843628057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/05/logica-da-desordem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5467781580843628057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5467781580843628057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/05/logica-da-desordem.html' title='Lógica da desordem'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7139285611982994831</id><published>2011-03-27T21:37:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T21:37:45.639-03:00</updated><title type='text'>O hífen e a hibridação</title><content type='html'>&lt;i&gt;Jamais fomos modernos&lt;/i&gt; porque jamais nos purificamos. Embora tenhamos aceito o projeto de separação entre o que é humano e o que não é - eis a purificação -, não carregamos a modernidade em nossas veias porque nunca realmente nos apartamos das coisas que são a-humanas. E sempre precisamos delas para que nos fizéssemos sempre mais e mais humanos. Ou híbridos. E a modernidade assim se criou e criou também as condições para sua própria morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por aí que corre a defesa de Latour em seu famoso &lt;i&gt;Ensaio de Antropologia Simétrica&lt;/i&gt;. Mas deixemos esse ponto um pouco de lado e pensemos sobre o uso gramatical de hífens(-) e barras(/), porque há algo de profundo que não nos é explicado nas aulas língua portuguesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A barra, essencialmente, separa. Assim como nos sitemas e nos sites, quando tem a serventia de demarcar limites entre diretórios e subdiretórios. Ou nas opções que precisamos fazer entre isso/aquilo. Uma coisa, quando o pensamento é separatório, dualista, só é uma coisa/outra coisa, comunista/capitalista, amor/sexo, diabo/deus. Barra é &lt;i&gt;ou&lt;/i&gt;. Não há lugar para adição ou interseção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o hífen é uma ponte, um elo entre duas instâncias. Mas não apenas une como também transforma o que é unido. Heidegger argumenta que a ponte une, mas John Urry vai além: um novo elemento muda tudo. Não se trata mais de lado A, lado B, duas zonas separadas e agora unidas ou margens distintas de um mesmo rio. A ponte, ao acoplar os lados, transforma-os imediatamente, e novas práticas vão se formado sobre e ao redor dela. Trata-se de um híbrido margem-ponte-margem, com um rio a fazer parte dele também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esse caminho corre o hífen, com o poder somatório-multiplicador: não é mais uma coisa nem outra, mas ambas. Perfeito como nossa gramática soube compreender bem o poder desse tracinho: já não temos mais nem erva nem doce, nem guarda nem volumes, nem salva nem vidas, nem zaz nem traz. Também não são mais duas coisas, mas uma única forjada por, quem sabe, uma atração singular entre as coisas. Uma espécie de matrimônio perfeito, uma bênção mais poderosa que a da aliança. Não é que haja infinito: talvez possamos cindir os elos, talvez mesmo as coisas possam pedir divórcio. Mas, se estão juntos, é porque em algum momento estiveram distantes e se atraíram? Então eram virtualmente colados? Como dissociar objetos que, portanto, nunca estiveram apartados?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7139285611982994831?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7139285611982994831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/03/o-hifen-e-hibridacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7139285611982994831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7139285611982994831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/03/o-hifen-e-hibridacao.html' title='O hífen e a hibridação'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3259597530927289627</id><published>2011-03-22T19:49:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T19:49:45.731-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Axioma 1: em dados momentos, não estamos preparados para certos livros. Não adianta lê-los, a não ser puramente para gastar, ou investir, quase inutilmente nosso tempo. Se o texto não nos serve nem de base, a culpa é toda nossa, a quem falta a base de fato para sustentá-lo, justamente nós que não conseguimos deslocar e realocar pesados blocos de pensamento, e não da obra em si ou do autor, que tão bem conseguiu criá-la com uma leveza intocável e desconcertante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Axioma 2: os objetos nos escolhem. Uma metáfora florida para dizer aquilo que nos é custoso: que temos escolhas a fazer. E durante tais escolhas, as visões são turvas, vêm aos poucos, e talvez sempre esperemos o momento mágico da epifania: &lt;i&gt;é isso!&lt;/i&gt; Mas pode ser que seja isso mesmo, uma galhofa entre atenção seletiva e dissonância cognitiva, um querer-não-querer desgraçado, uma agonia e uma recorrência das coisas. Há uma vida e uma vontade própria nesses objetos - ou quase-objetos - que os faz sempre acenar, mandar gracejos, reaparecer, justamente quando inesperados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Axioma 3: tudo está conectado (ou nada é por acaso). E então chega um dado momento em que voltamos àquele livro, ou é ele que retorna por vontade própria, e aí surge então uma nova oportunidade de recomeçar. Pode ser que, dessa vez, já estejamos prontos, já que julgamos termos passado por outros nós da rede, ou mesmo que eles, também por próprio querer, é que tenham passado por nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3259597530927289627?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3259597530927289627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/03/axioma-1-em-dados-momentos-nao-estamos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3259597530927289627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3259597530927289627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/03/axioma-1-em-dados-momentos-nao-estamos.html' title=''/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-6383465656128993399</id><published>2010-11-26T09:15:00.000-03:00</published><updated>2010-11-26T09:15:46.935-03:00</updated><title type='text'>Lobo solitário</title><content type='html'>Não é à toa que tenho altas tendências antissociais. O pior do mundo é a humanidade, e nem mesmo é preciso chegar aos crimes e adjacentes: basta pensarmos nas amizades e relações cotidianas, em quão são difíceis de serem mantidas, gerenciadas, equilibradas. Basicamente, a existência do ser humano é plena de conflitos - por vezes até o &lt;i&gt;eu consigo mesmo&lt;/i&gt; - e resolvê-los não é bem aquilo que buscamos: corremos apenas atrás da satisfação íntima e pessoal. Por esse lado, então, talvez o eremita seja o mais egoísta de todos, uma vez que não precisa ir de encontro a ninguém. Por outro lado, talvez não, já que se abstém do gozo de vencer aos demais, limitando-se à derrota-vitória da eterna solidão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoas... por que nós existimos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-6383465656128993399?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/6383465656128993399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/11/lobo-solitario.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6383465656128993399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6383465656128993399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/11/lobo-solitario.html' title='Lobo solitário'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4148071211585850104</id><published>2010-09-26T20:28:00.000-03:00</published><updated>2010-09-26T20:28:55.998-03:00</updated><title type='text'>1002 - Aeroporto / Campo Grande</title><content type='html'>A rota do ônibus &lt;b&gt;1002 - Aeroporto / Campo Grande&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;&lt;li&gt; Você já tem o desprazer de estar no aeroporto mais longínquo do mundo, segundo minhas próprias considerações, e ainda esperar acabar a interminável folga da dupla dinâmica motorista/cobrador.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sai do aeroporto e avista a construção do shopping mais megalomaníaco de Salvador, o Salvador Norte. Uma típica disputa de machos: "o meu é maior".&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Entra no bairro mais gozado da cidade, o Jardim das Margaridas, e dá mil voltas nas ruas com nomes estrambóticos: Rua das Violetas Roxas, Rua das Rosas Vermelhas, Rua das Tulipas Amarelas...&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Reza uma missa inteira e não sai de lá.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quando sai, volta a ver a construção do maior shopping do mundo. Do mundo não, aliás: da Bahia!&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Entra no ônibus um baleiro devidamente cadastrado e autorizado. Mas se não fosse, entraria do mesmo jeito.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Alguém grita "baêa" para outrém no meio da rua.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Aparece algum maluco, doido de pedra mesmo, literalmente, e começa a falar coisa com coisa, por vezes sozinho, ou com seu amigo imaginário.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se não é um maluco que sobe, é uma senhora religiosa que passa a viagem toda cantando mais alto que o ronco do motor. Doida também, enfim.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Daí você conhece a famigerada praia de Itapuã - que só é bonita mesmo nas letras das músicas. "Passar uma tarde em Itapuã... Ser assaltado em Itapuã..."&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Continua pela orla durante mil anos, avista favelas, barracos, bairros suntuosos e casarões e fica morto de alegre por não haver nenhuma desigualdade social em Salvador.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Entra outro baleiro, dessa vez com uma promoção imperdível: 2 por 20 centavos, 4 por 1 real.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Basta este baleiro sair que entra outro algumas paradas à frente. Também com uma promoção imperdível, claro.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Alguém sobe no ônibus mas não era aquele que deveria pegar. Geralmente esse alguém sou eu.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Entra uma galera que mais parece ter nascido no Bronx - até porque se chamam de &lt;i&gt;brown&lt;/i&gt;. Mas você sabe que são baianos porque falam uma língua incompreensível, algumas coisas como "niún-a". E gritam "baêa", claro.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Passa pela Amaralina e nem imagina as balas perdidas que passam à sua direita, no Nordeste... &lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Chega ao Rio Vermelho e conhece o maravilhoso engarrafamento do Red River. Há tempo suficiente para entrarem mais 10 baleiros, cada qual com um merchã e uma promoção inigualáveis.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Finalmente começa a entrar na Federação. E você começa a ter sérias dúvidas se o busão vai ter força para subir aquelas ladeiras...&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Olha para a direita e aí entende por que Federação e Engenho Velho da Federação não são a mesma coisa.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Finalmente é hora de descer. Ufa.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;Agora o carro segue para Campo Santo, Campo Grande, volta pela Barra, Ondina, Rio Vermelho, Pituba... E mais outros 10 baleiros entrarão, mais 10 outras promoções surgirão, mais outros 10 loucos de pedra sozinhos falarão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4148071211585850104?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4148071211585850104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/09/1002-aeroporto-campo-grande.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4148071211585850104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4148071211585850104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/09/1002-aeroporto-campo-grande.html' title='1002 - Aeroporto / Campo Grande'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-6907782173756511116</id><published>2010-09-01T09:13:00.000-03:00</published><updated>2010-09-01T09:13:43.062-03:00</updated><title type='text'>Leitura obrigatória</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;O livro de [Fulano / Sicrana] é uma leitura obrigatória para quem [deseja isto / trabalha com aquilo].&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
De uma enrolação e enchimento de linguiça sem fim. De um não saber o quê escrever. De um não entender o texto em sua base e taxá-lo com uma estrelinha &lt;i&gt;must read&lt;/i&gt;. Exatamente na contramão da &lt;a href="http://aengenhoca.blogspot.com/2010/05/das-obrigacoes-interminaveis.html"&gt;coragem&lt;/a&gt; de dizer "não li, não vou ler".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se há uma fórmula matemática para determinar qualidade de leitura e resenha, a junção das palavras &lt;i&gt;leitura&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;obrigatória&lt;/i&gt; entra como uma variável negativa com peso 2 no cálculo final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiquem com os best-sellers que eu fico com os malditos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-6907782173756511116?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/6907782173756511116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/09/leitura-obrigatoria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6907782173756511116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6907782173756511116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/09/leitura-obrigatoria.html' title='Leitura obrigatória'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-6113019777615373092</id><published>2010-08-22T16:25:00.000-03:00</published><updated>2010-08-22T16:25:40.189-03:00</updated><title type='text'>Eu não sou daqui</title><content type='html'>&lt;i&gt;Eu não sou daqui&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu não tenho amor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu sou da Bahia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;De São Salvador&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não gosto da pieguice caetânica dessa música. Mas ironicamente ela me veio à mente dia desses ao dizer pela enésima vez que &lt;i&gt;eu não sou daqui&lt;/i&gt;. Neste caso, o primeiro verso da canção não serviu para situar localizações, origens citadinas, mas para indicar origens de estudo. Já serve então para dizer muito, inclusive para questionar origens e destinos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não és daqui, para onde segues, aonde vais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-6113019777615373092?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/6113019777615373092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/08/eu-nao-sou-daqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6113019777615373092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/6113019777615373092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/08/eu-nao-sou-daqui.html' title='Eu não sou daqui'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Federação, Salvador - BA, Brasil</georss:featurename><georss:point>-12.995998 -38.5033873</georss:point><georss:box>-13.016906 -38.5325698 -12.97509 -38.4742048</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-8597373815516568846</id><published>2010-08-07T14:12:00.000-03:00</published><updated>2010-08-07T14:12:15.802-03:00</updated><title type='text'>O macho cearense</title><content type='html'>&amp;nbsp;Existe uma lógica impeditiva quanto à polidez, ao modo de tratamento interpessoal. Há os brutos, ríspidos, mal-criados,para quem desejar bom dia, ainda que da boca pra fora, é coisa a se suspeitar: suspeita-se que seu interlocutor seja fresquinho, mauricinho, granfino ou até &lt;i&gt;viado &lt;/i&gt;– escrito com I mesmo por toda carga representativa que essa grafia traz consigo. Falta gentileza, sobra brutalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Vai pra onde?&lt;/i&gt; É assim que me trata o porteiro a fim de exercer poder, na entrada de um prédio comercial não tão chique na Desembargador Moreira. Fica no seio da Aldeota, palco da nobreza fortalezense, um palco talvez já nem tão nobre assim, já meio decadente, prestes a perder a cabeça na guilhotina. Não cabem no vocabulário desse porteiro um &lt;i&gt;boa tarde&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;com licença&lt;/i&gt; antes da indagação cortante. Muito menos depois. E como réplica à minha resposta - “vou à Dra. Fulana” - outras palavras secas dizendo o número da sala e o andar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porra, eu não perguntei nada. É muita vontade de poder, né?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em conversa com amigos, definimos que esse é o “macho cearense”. Não sei se é uma espécie, gênero, família, classe, mas ao menos é uma categoria que engloba variações. O macho cearense se encontra em diversas situações, e independe completamente de instrução: vai do porteiro dito cujo ao empresário bem sucedido, do mal letrado ao doutô. Esse tipo de macho – a exemplo do macho alfa – não dá lugar a delicadezas, a sutilezas, a &lt;i&gt;baitolagens&lt;/i&gt;, enfim, no seu dizer: a testosterona impede. Bom tratamento, se podemos falar assim, só para gostosas com jeitão de piriguete – seja a mundiça que anda na 55, seja a dondoca que anda de Audi. E ignorá-los – como tentei fazer com o porteiro-ditador – é um perigo: quanto mais se veem transparentes, mas buscam se tornar parrudos e chamar atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começo a desejar um desejar um mundo plenamente cor-de-rosa – ou arco-íris – se houver na opção sexual alguma correlação com o modo de tratar os outros. E quem é macho e/ou cearense e se sente ofendido com a tipologia acima, a saída não é tacar pedras e patadas: defendam a classe espalhando gentileza por aí afora. Quem sabe o mundo não dá um retorno na forma de crucifixo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-8597373815516568846?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/8597373815516568846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/08/o-macho-cearense.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/8597373815516568846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/8597373815516568846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/08/o-macho-cearense.html' title='O macho cearense'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3341829855752188676</id><published>2010-07-28T09:53:00.000-03:00</published><updated>2010-07-28T09:53:03.658-03:00</updated><title type='text'>O caminho da escrita</title><content type='html'>Escrever pressupõe ler. Ou a escrita sucede a leitura. E levo isso tão ao pé da letra que cada parágrafo escrito é fruto de um tortuoso parto - este, um recorrente caminho de ir e vir. Vou, mas volto sempre, às vezes mais que o necessário, às vezes desenfreado, vetor negativo, e cada coisa escrita é relida tantas vezes que toca a perda de sentido - como aquela palavra tão repetida e repetida e repetida a ponto de quase esmaecer em sua significação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para cada coisa escrita, dezenas de leituras, camadas de palavras amontoadas, versões rasuradas, frases dignas de citação não finalizadas. Tem alguém que releia tanto quanto eu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3341829855752188676?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3341829855752188676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/07/o-caminho-da-escrita.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3341829855752188676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3341829855752188676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/07/o-caminho-da-escrita.html' title='O caminho da escrita'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3928599145728820716</id><published>2010-05-31T20:43:00.000-03:00</published><updated>2010-05-31T20:43:40.802-03:00</updated><title type='text'>Tecnologia invisível</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2533/4111245032_c6aaf20c1b_m.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://farm3.static.flickr.com/2533/4111245032_c6aaf20c1b_m.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A tecnologia some no nosso dia-a-dia. Só nos damos conta de sua importância quando ela nos falta. É mais ou menos isso que tenho lido ultimamente, e é muito disso que tenho vivido. Durante uns 2 meses, nunca um espelho de verdade fez tanta falta. Nessa situação, barba e cabelo são incógnitas. A própria identidade o é para quem não tem como se &lt;i&gt;ver&lt;/i&gt; - e que essa compreensão possa ser extendida para além da visão de fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3928599145728820716?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3928599145728820716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/tecnologia-invisivel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3928599145728820716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3928599145728820716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/tecnologia-invisivel.html' title='Tecnologia invisível'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2533/4111245032_c6aaf20c1b_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Federação, Salvador - BA, Brasil</georss:featurename><georss:point>-12.995998 -38.5033873</georss:point><georss:box>-13.016906 -38.5325698 -12.97509 -38.4742048</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4396371576555732426</id><published>2010-05-25T19:15:00.000-03:00</published><updated>2010-05-25T19:15:37.472-03:00</updated><title type='text'>Too too too much information</title><content type='html'>Baixo mais músicas do que posso ouvir, quero mais livros do que posso ler, baixo mais filmes do que posso assistir, assino mais feeds do que posso acompanhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda bem que nem de séries eu gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4396371576555732426?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4396371576555732426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/too-too-too-much-information.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4396371576555732426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4396371576555732426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/too-too-too-much-information.html' title='Too too too much information'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3346248304015462992</id><published>2010-05-24T15:03:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T15:03:33.366-03:00</updated><title type='text'>Comendo com os olhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_q_M5YSglI/AAAAAAAAAfM/5NY2XHX_nLU/s1600/estrogonofe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_q_M5YSglI/AAAAAAAAAfM/5NY2XHX_nLU/s400/estrogonofe.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Sem falsas modéstias, posso garantir que a foto está mais suculenta que o real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3346248304015462992?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3346248304015462992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/comendo-com-os-olhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3346248304015462992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3346248304015462992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/comendo-com-os-olhos.html' title='Comendo com os olhos'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_q_M5YSglI/AAAAAAAAAfM/5NY2XHX_nLU/s72-c/estrogonofe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Federação, Salvador - BA, Brasil</georss:featurename><georss:point>-12.995998 -38.5033873</georss:point><georss:box>-13.016906 -38.5325698 -12.97509 -38.4742048</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-5254080885870205496</id><published>2010-05-20T10:01:00.000-03:00</published><updated>2010-05-20T10:01:20.399-03:00</updated><title type='text'>Sobre os lugares</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_UyQ8-cDyI/AAAAAAAAAfI/DmfTH5dG61E/s1600/P0708%5B01%5D_11-05-10.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_UyQ8-cDyI/AAAAAAAAAfI/DmfTH5dG61E/s200/P0708%5B01%5D_11-05-10.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Apesar de a comunicação cada vez mais atravessar os espaços por meio das tecnologias da comunicação e informação, o lugar se mantém como uma importante variável em toda comunicação, e reciprocamente todo lugar é constituído por tipos particulares de comunicação.&lt;/i&gt;(Paul C. Adams, Geographies of media and Communication)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
Nunca pensei tanto sobre lugar e espaço - &lt;i&gt;na pele&lt;/i&gt;, inclusive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-5254080885870205496?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/5254080885870205496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/sobre-os-lugares.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5254080885870205496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5254080885870205496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/sobre-os-lugares.html' title='Sobre os lugares'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_UyQ8-cDyI/AAAAAAAAAfI/DmfTH5dG61E/s72-c/P0708%5B01%5D_11-05-10.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-3785420440891599834</id><published>2010-05-18T09:08:00.000-03:00</published><updated>2010-05-18T09:08:32.466-03:00</updated><title type='text'>Artifactuality</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;In artifactuality, Derrida reminds us that no matter how singular, irreducible, and stubborn the reality is, it always comes to us by way of television’s fictional fashioning. “Live” is not na absolute “live”, but only a live effect, an allegation of “live”.&lt;/blockquote&gt;Esteja dito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-3785420440891599834?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/3785420440891599834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/artifactuality.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3785420440891599834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/3785420440891599834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/artifactuality.html' title='Artifactuality'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7001725023404379578</id><published>2010-05-17T23:20:00.002-03:00</published><updated>2010-05-20T10:01:59.080-03:00</updated><title type='text'>Letargia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_H1TrGrbAI/AAAAAAAAAfA/gc3g1USJzFw/s1600/so-boring.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="137" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_H1TrGrbAI/AAAAAAAAAfA/gc3g1USJzFw/s200/so-boring.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os últimos dias têm sido difíceis, e a dificuldade é só uma: falta de coragem. Pode ser que a famosa &lt;i&gt;preguiça baiana&lt;/i&gt; esteja já me atacando, quem sabe... Ou é apenas o tempo por ora frio que me convida para uma soneca. Nos intervalos de uma rotina intensa, mente e corpo pedem descanso, pão, circo, diversão e água. Sei &lt;i&gt;dessa&lt;/i&gt; necessidade, mas também das outras tantas, principalmente da obrigação de dar conta de certos textos enfadonhos, às vezes chatos, às vezes difíceis, às vezes os dois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E às vezes bons, divertidos, instigantes, é claro, mas nem sempre, ou só às vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7001725023404379578?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7001725023404379578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/letargia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7001725023404379578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7001725023404379578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/letargia.html' title='Letargia'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S_H1TrGrbAI/AAAAAAAAAfA/gc3g1USJzFw/s72-c/so-boring.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-4235346501203626546</id><published>2010-05-14T01:24:00.000-03:00</published><updated>2010-05-14T01:24:07.345-03:00</updated><title type='text'>Desemprego zero</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-zPFwRh7fI/AAAAAAAAAew/OFEpMgkWGXk/s1600/stuff.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-zPFwRh7fI/AAAAAAAAAew/OFEpMgkWGXk/s200/stuff.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As loiras gostosonas dos comerciais de cerveja já não mais aparecem nos VTs. Mas que ninguém se preocupe, que emprego não lhes falta. Agora elas são atrativo - ou recheio, vai saber - de revista de tecnologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que ninguém se assuste se a próxima capa da Playboy for um netbook ou um smartphone, por exemplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-4235346501203626546?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/4235346501203626546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/desemprego-zero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4235346501203626546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/4235346501203626546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/desemprego-zero.html' title='Desemprego zero'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-zPFwRh7fI/AAAAAAAAAew/OFEpMgkWGXk/s72-c/stuff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Federação, Salvador - BA, Brasil</georss:featurename><georss:point>-12.995998 -38.5033873</georss:point><georss:box>-13.016906 -38.5325698 -12.97509 -38.4742048</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-5293275957172622148</id><published>2010-05-09T11:33:00.000-03:00</published><updated>2010-05-09T11:33:21.485-03:00</updated><title type='text'>Lá e de volta outra vez</title><content type='html'>Toda ida pressupõe uma volta, mesmo que esta não ocorra. E quem volta já não é mais o mesmo. O fato de colocar o pé fora de casa já é uma mudança, e tudo o mais talvez decorra daí, pois cada passo sucede a outro e precede o seguinte. É óbvio, mas precisa ser dito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ir é também uma forma de mudar a visão. É uma luz que se lança aos olhos, o que pode clarear a vista ou cegar completamente. De ambas as formas, ao que parece, o que incomoda não é a volta, mas ver que quase tudo aquilo que você deixou pra trás ainda continua mais ou menos inalterado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noção de tempo é difere largamente para quem vai e para quem fica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ruas que deveriam estar prontas? Não estão. Um metrô lendário? Continua lenda. Apresentadores de TV falando as mesmas bobagens? Continuam falando as mesmas bobagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter passado um tempo em Salvador só me mostrou como eu gostava de Fortaleza, mas é preciso notar que eu espero mais de minha cidade. Mais de muitas coisas: mais desenvolvimento, mais humanidade, mais diversidade, mais mudanças, mais gentileza... Não dá pra ficar parado. Não dá pra ver a cidade parada também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-5293275957172622148?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/5293275957172622148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/la-e-de-volta-outra-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5293275957172622148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/5293275957172622148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/la-e-de-volta-outra-vez.html' title='Lá e de volta outra vez'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Fortaleza - CE, Brasil</georss:featurename><georss:point>-3.7183943 -38.5433948</georss:point><georss:box>-3.8896938 -38.776854300000004 -3.5470948 -38.3099353</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-491000811606941377</id><published>2010-05-07T10:52:00.000-03:00</published><updated>2010-05-07T10:52:59.688-03:00</updated><title type='text'>Correr macio</title><content type='html'>Depois de 3 meses, uma estranheza imensa. Voltar a dirigir um carro é como ter uma extensão no corpo: uma prótese ou um novo pedaço a ter vida e a precisar ser guiado - e não isso que todo veículo pede, de fato?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qa1X-eWgI/AAAAAAAAAdw/Ljwwr52K1gY/s1600/palio_victor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qa1X-eWgI/AAAAAAAAAdw/Ljwwr52K1gY/s400/palio_victor.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;De imediato, não se reconhecem seus limites, seus modos, sua aspereza ou sua maciez. Mas é questão de tempo, de conquista. Não vou chegar aos trezentos por hora, mas volto a &lt;i&gt;zunir como um novo sedan&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-491000811606941377?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/491000811606941377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/correr-macio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/491000811606941377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/491000811606941377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/05/correr-macio.html' title='Correr macio'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qa1X-eWgI/AAAAAAAAAdw/Ljwwr52K1gY/s72-c/palio_victor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Fortaleza - CE, Brasil</georss:featurename><georss:point>-3.7183943 -38.5433948</georss:point><georss:box>-3.8896938 -38.776854300000004 -3.5470948 -38.3099353</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7338620121349199792</id><published>2010-04-30T10:41:00.001-03:00</published><updated>2011-06-05T09:32:27.842-03:00</updated><title type='text'>Vida no nomadismo</title><content type='html'>Existe alguma coisa de vívido no nomadismo. Sai daqui, chega acolá. Mudar de lugar cansa, e talvez seja o cansaço o melhor índice de vida. E há algo de mórbido no sedentarismo, como se o conforto e a quietude matassem, como se fosse necessário mudar de tempos em tempos para se continuar vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7338620121349199792?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7338620121349199792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/04/vida-no-nomandismo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7338620121349199792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7338620121349199792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/04/vida-no-nomandismo.html' title='Vida no nomadismo'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Ondina, Salvador - BA, Brasil</georss:featurename><georss:point>-13.0060123 -38.5073284</georss:point><georss:box>-13.0269193 -38.536510899999996 -12.9851053 -38.4781459</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-2805216998472164408</id><published>2010-04-27T23:01:00.000-03:00</published><updated>2010-04-27T23:01:28.902-03:00</updated><title type='text'>Sobre o ir ao Rio e voltar</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span xmlns=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S9ZaFVtyaFI/AAAAAAAAAds/iZs-F3Hl1jc/s1600/DSCF5110.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S9ZaFVtyaFI/AAAAAAAAAds/iZs-F3Hl1jc/s200/DSCF5110.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;Imitando a Revista da Gol, mas sem nenhuma vontade de ser entrevistado também:&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;QUEM&lt;/b&gt; Paulo Victor &lt;b&gt;O QUE FAZ&lt;/b&gt; Estudo &lt;b&gt;DE ONDE&lt;/b&gt; Salvador &lt;b&gt;PARA ONDE&lt;/b&gt; Rio de Janeiro &lt;b&gt;POR QUÊ&lt;/b&gt; Visitar uma pessoa querida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span xmlns=""&gt;E dentre tantas páginas a serem escritas e milhas a se percorrer, um desejo de um reencontro urgente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span xmlns=""&gt;Se toda ida pressupõe um retorno, ir ao Rio pressupõe voltar para Salvador - e isso é tão óbvio quanto ter a passagem de volta já comprada. E estar fora também pressupõe ausências. E por mais estranho que pareça, Salvador fez falta. Constituiu-se vazio, sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span xmlns=""&gt;Bem poderia dizer que já gosto daqui, mas não sei se já é tempo para tanto. A falta que senti se traduz em termos de &lt;i&gt;familiaridade&lt;/i&gt;: sensação de já estar por dentro da cidade, sendo fagocitado, construindo-a e por ela sendo construído também. O Rio de Janeiro é esmagador, assim como Salvador também o é. Mas basta que se acostume um pouco com os calos provocados por cada cidade, e logo até deles se sentem saudades. Assim como estranhei a ausência de ladeiras fanfarronas a nos tirar o fôlego de cada subida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-2805216998472164408?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/2805216998472164408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/04/sobre-o-ir-ao-rio-e-voltar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/2805216998472164408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/2805216998472164408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/04/sobre-o-ir-ao-rio-e-voltar.html' title='Sobre o ir ao Rio e voltar'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S9ZaFVtyaFI/AAAAAAAAAds/iZs-F3Hl1jc/s72-c/DSCF5110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Amaralina, Salvador - BA, Brasil</georss:featurename><georss:point>-13.0114903 -38.4725071</georss:point><georss:box>-13.0323973 -38.5016896 -12.9905833 -38.443324600000004</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-812385693765109067</id><published>2010-04-15T21:09:00.000-03:00</published><updated>2011-06-01T21:10:30.844-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Silêncio é de poucos e para poucos. Precisa-se de silêncio, estima-se o silêncio. Cala-se para ouvir, cala-se para refletir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-812385693765109067?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/812385693765109067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/silencio-e-de-poucos-e-para-poucos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/812385693765109067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/812385693765109067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2011/06/silencio-e-de-poucos-e-para-poucos.html' title=''/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-1152198172686597570</id><published>2010-02-23T22:02:00.002-03:00</published><updated>2010-02-23T22:06:50.363-03:00</updated><title type='text'>Grifo meu em Salvador</title><content type='html'>Em Salvador, 38º. Calor similar ao da Terra do Sol.

Que daqui se faça - ou volte a ser - um ponto de observação. Grifo Meu em Salvador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-1152198172686597570?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/1152198172686597570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/02/grifo-meu-em-salvador.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/1152198172686597570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/1152198172686597570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/02/grifo-meu-em-salvador.html' title='Grifo meu em Salvador'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-8463372472192853959</id><published>2010-02-02T10:06:00.001-03:00</published><updated>2010-02-02T10:07:57.398-03:00</updated><title type='text'>Mudando de roupa</title><content type='html'>A velha-nova roupa dá lugar a um tom padronizado. Quando voltaremos à nossa programação normal?

Boa-noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-8463372472192853959?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/8463372472192853959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/02/mudando-de-roupa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/8463372472192853959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/8463372472192853959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2010/02/mudando-de-roupa.html' title='Mudando de roupa'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-7011925223774848458</id><published>2007-09-26T08:02:00.001-03:00</published><updated>2009-09-04T13:31:47.499-03:00</updated><title type='text'>O Pacificador</title><content type='html'>"Vai jornal aí, patrão?", perguntava a ambulante no sinal, para todos e ninguém, falando a todos os carros ao mesmo tempo. "Olha só, é lançamento, O Pacificador, estão lançando, viu?", avisava, feito professora descontrolada de primário, acerda do filme que acompanhava o jornal.

Pois então, era uma daquelas promoções: compre o jornal e mais R$9,90, ou R$14,90, ou qualquer coisa e noventa, você leva um DVD &lt;em&gt;esperto&lt;/em&gt;.

O emprego só podia ser recente, por isso a energia. E não pude deixar de imaginar até onde iria aquela motivação toda. Em outras palavras, quando o marasmo, a mesmice, a rotina iriam tomar conta de toda aquela cor e deitar a ambulante em tons tão cinzas quanto o asfalto, escritório seu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-7011925223774848458?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/7011925223774848458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2007/09/o-pacificador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7011925223774848458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/7011925223774848458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2007/09/o-pacificador.html' title='O Pacificador'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-112005480879259843</id><published>2005-06-29T11:15:00.000-03:00</published><updated>2005-06-29T11:20:08.796-03:00</updated><title type='text'>Desconhecido</title><content type='html'>E apareceu no meu orkut um cara que nunca vi na vida. Ou n&amp;atilde;o me lembro de t&amp;ecirc;-lo visto. Querendo me adicionar como amigo. &lt;br&gt;
Como n&amp;atilde;o tenho o costume de adicionar todos os que se dizem &lt;em&gt;friends&lt;/em&gt;, resolvo esperar algum tempo pra ver se eu me lembrava dele - afinal, t&amp;iacute;nhamos conhecidos em comum, ou era o que parecia. &lt;br&gt;
Mas, em uma segunda visita &amp;agrave; sua p&amp;aacute;gina, constato que seria dif&amp;iacute;cil me lembrar daquela figura. E eis que resolvo perguntar se n&amp;oacute;s nos conhec&amp;iacute;amos. &lt;br&gt;
O problema &amp;eacute; que, dentre os recados que j&amp;aacute; tinham deixado, v&amp;aacute;rias pessoas perguntavam se o conheciam de algum canto. E eis que me d&amp;aacute; pena. Eis que resolvo ficar calado e, quem sabe, negar, discretamente, o pedido de amizade. Porque sabe-se l&amp;aacute; que sentimentos podem se esconder por tr&amp;aacute;s desse perfil chamado... Deixa pra l&amp;aacute;. Penso mesmo &amp;eacute; na estima desta criatura, que talvez tenha sa&amp;iacute;do pedindo amizade de todos, querendo ser popular, tadinho. Mas pouco foi atendido. Talvez assim no orkut como na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-112005480879259843?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/112005480879259843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/06/desconhecido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/112005480879259843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/112005480879259843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/06/desconhecido.html' title='Desconhecido'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111937291167046940</id><published>2005-06-21T13:51:00.001-03:00</published><updated>2011-06-29T01:09:51.545-03:00</updated><title type='text'>O preço da inovação</title><content type='html'>A &lt;i&gt;facilitadora&lt;/i&gt; nos pede que formemos um círculo. A &lt;i&gt;dinâmica&lt;/i&gt;: ela tem um novelo de lã, cuja ponta irá prender nos dedos. Depois, jogará o novelo para outra pessoa, a qual irá falar sobre o treinamento, sobre o que mudou em sua atuação docente, sobre suas impressões, sobre...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o novelo começa a rodar. A pessoa que recebe, também prende um pouco da linha no dedo, fala alguma coisa e passa o novelo para outra pessoa, que irá fazer a mesma coisa. Aos poucos, uma teia vai se formando, metaforizando, previsivelmente - para os mais atentos, creio -, a instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só que todos querem passar o novelo por baixo da teia. A justificativa implícita na cabeça de cada um: iria ser mais fácil desfazer a rede ao final. Uma mulher até tentou passar o novelo por cima, mas os líderes naturais - que sempre aparecem em qualquer universo social - logo brandem suas espadas: por cima não, por baixo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu, que não sou afeito a lideranças, ainda mais as não-conquistadas, não poderia ligar para aquelas vozes quando chegasse minha vez. E chegou. Falo, dou minhas impressões, blá blá blá, e lá vou passar o novelo... por cima, claro. Ainda ouço uma voz incomodada pedir "por baixo...", uma voz que se desvencilhou no ar, no tempo, na visão de que seu pedido não fora atendido, num perfeito &lt;i&gt;fade out&lt;/i&gt; de quem não apresenta forças suficientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquilo estava me incomodando. Se eu via a teia como a metáfora da instituição, não preciso dizer que via o passar-por-baixo como a indicação clara de que todas aquelas pessoas - menos a mulher censurada - gostavam de fazer as coisas iguais, sempre iguais, pois a mudança era arriscada e ainda ia dificultar a desconstrução da rede no final. Não, eu não podia ser só mais uma peça passando o novelo por baixo; precisava mudar, arriscar, fazer diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A trajetória que o novelo fez foi pra nos deixar sem jeito. Passou por cima, por baixo, e, mais uma vez, por cima de outras partes da linha. O emaranhado foi feio. Não ia ser fácil desfazê-lo. O que me rendeu ter de ouvir uma brincadeira ao final: "é esse o preço da inovação, Paulo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111937291167046940?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111937291167046940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/06/o-preo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111937291167046940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111937291167046940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/06/o-preo.html' title='O pre&amp;ccedil;o da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111767850534953382</id><published>2005-06-01T23:11:00.000-03:00</published><updated>2005-06-01T23:15:05.353-03:00</updated><title type='text'>Oi, há quanto tempo!</title><content type='html'>Oi.&lt;br&gt;
  &amp;Eacute; s&amp;oacute; pra dizer que n&amp;atilde;o esqueci deste canto.&lt;br&gt;
  Pra dizer que ando com a cabe&amp;ccedil;a ocupada com outras coisas, e que logo me volto pra c&amp;aacute;. Logo elas estar&amp;atilde;o se aquietando, e espero ter tempo e cabe&amp;ccedil;a pra escrever. &lt;br&gt;
  Digo, tamb&amp;eacute;m, que estou com novas experi&amp;ecirc;ncias, estas, agora, visuais. Luminosas, sabe? Mas n&amp;atilde;o quero abandonar meu sumidouro de impress&amp;otilde;es cotidianas. O grifo &amp;eacute; meu e ningu&amp;eacute;m rouba!&lt;br&gt;
  Espero que, nas f&amp;eacute;rias, com um tempinho a mais, eu me debruce mais uma vez sobre este espa&amp;ccedil;o e possa reformul&amp;aacute;-lo. Quero lhe dar roupagem nova. As cores e o estilo devem continuar os mesmos. Mas os cabelos...&lt;br&gt;
  Enfim, raros grifadores, n&amp;atilde;o me esque&amp;ccedil;am. Eu n&amp;atilde;o os esqueci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111767850534953382?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111767850534953382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/06/oi-h-quanto-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111767850534953382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111767850534953382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/06/oi-h-quanto-tempo.html' title='Oi, h&amp;aacute; quanto tempo!'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111496452650372658</id><published>2005-05-01T13:17:00.000-03:00</published><updated>2005-05-01T13:22:06.506-03:00</updated><title type='text'>"Feliz desaniversário pra mim"</title><content type='html'>Olha, sou eu. Sou eu quem j&amp;aacute; n&amp;atilde;o d&amp;aacute; mais parab&amp;eacute;ns aos aniversariantes - ou pelo menos a muitos poucos. E por que isso? N&amp;atilde;o sei. Chegou um momento em que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o vejo sentido em comemorar A Grande Data. N&amp;atilde;o &amp;eacute; no sentido que a Elanutt d&amp;aacute;, de celebrar todos os dias ao inv&amp;eacute;s de um s&amp;oacute;. O meu motivo - ou n&amp;atilde;o-motivo - anda lado a lado com o niilismo, sen&amp;atilde;o mesmo dentro dele. &lt;br&gt;
Afinal, qual o sentido de parabenizar o aniversariante? &amp;Eacute; por estar vivo? Mas a vida n&amp;atilde;o &amp;eacute; mesmo t&amp;atilde;o fr&amp;aacute;gil? N&amp;atilde;o se pode morrer um dia ap&amp;oacute;s o anivers&amp;aacute;rio? Ou no pr&amp;oacute;prio dia? &amp;Eacute; por mais um ano de vida? Mas as pessoas n&amp;atilde;o vivem querendo n&amp;atilde;o-envelhecer, apagar o sinal da andan&amp;ccedil;a do tempo? &amp;Eacute; porque &amp;eacute; o dia delas? &lt;br&gt;
Talvez essa marca&amp;ccedil;&amp;atilde;o niilista n&amp;atilde;o esteja s&amp;oacute;. Sua solid&amp;atilde;o pode estar aplacada pela presen&amp;ccedil;a de um certo egocentrismo. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma fase egoc&amp;ecirc;ntrica-hedonista, apenas egoc&amp;ecirc;ntrica. Estou debru&amp;ccedil;ado sobre meus problemas, minhas responsabilidades, minhas ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es - pensamentos e observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m. Tempo e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra mim - e pra algumas pessoas pr&amp;oacute;ximas e importantes - n&amp;atilde;o h&amp;aacute; muito, infelizmente. Talvez nem o suficiente. At&amp;eacute; reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es tenho ouvido, mas parece que os olhos e os ouvidos andam um pouco enfadados... N&amp;atilde;o sei. Mas o grande qu&amp;ecirc; do momento &amp;eacute; o n&amp;atilde;o-vislumbre pelos fogos de artif&amp;iacute;cio. Daria at&amp;eacute; pra dizer que isso se chama depress&amp;atilde;o - desgosto pela vida, olhar acinzentado pro mundo, des&amp;acirc;nimo... E, vai ver, &amp;eacute; mesmo. Mas n&amp;atilde;o vou me entupir de drogas de tarja preta para estar a par da sociedade. N&amp;atilde;o vou me medicar para ser igual a todos. Prefiro, mesmo, estar acompanhado da minha melancolia e do meu amor ao nada - pelo menos por enquanto - a desejar felizes anivers&amp;aacute;rios iguais todos os anos para pessoas com quem mal falo. &amp;quot;Feliz anivers&amp;aacute;rio, parab&amp;eacute;ns, tudo de bom, que Deus lhe aben&amp;ccedil;oe, muitas felicidades, mais um ano de vida cheio de realiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bl&amp;eacute;-bl&amp;eacute;-bl&amp;eacute;, bl&amp;eacute;-bl&amp;eacute;-bl&amp;eacute;&amp;quot;. &lt;br&gt;
Me desculpem, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada pessoal com ningu&amp;eacute;m. &amp;Eacute; s&amp;oacute; um des&amp;acirc;nimo mesmo de ligar, mandar mensagem, deixar um scrap ou sei l&amp;aacute; o qu&amp;ecirc;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111496452650372658?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111496452650372658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/05/olha-sou-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111496452650372658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111496452650372658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/05/olha-sou-eu.html' title='&amp;quot;Feliz desanivers&amp;aacute;rio pra mim&amp;quot;'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111362322466736736</id><published>2005-04-16T00:41:00.000-03:00</published><updated>2005-04-16T00:47:04.670-03:00</updated><title type='text'>o jardim da minha casa</title><content type='html'>Essa semana reparei como o jardim da minha casa est&amp;aacute; bonito. N&amp;atilde;o &amp;eacute; um jardim de Guaramiranga ou Curitiba, mas... Ele andava sem gra&amp;ccedil;a, sem vida, com as flores secas j&amp;aacute; cansadas de sol. E veio a chuva para reanim&amp;aacute;-lo.&lt;br&gt;
O jardim da minha casa tem flores coloridas, amarelas, rosas, vermelhas. Tem grama em algumas partes. Tem sapo e bonecos de enfeite. Tem uma aranha de verdade que nunca sai do canto - deve ter fartura por ali. Tem pedri&amp;ccedil;as e areia. Tem dois p&amp;eacute;s de jambo que j&amp;aacute; mal d&amp;atilde;o jambo. Tem plantas diversas espalhadas. Tinha um pinheiro e uma trepadeira, mas tiraram os dois. Tem varal. Tem torneira da Cagece e caixa de correio. E deve ter algum brinquedo enterrado que outrora devo ter perdido por l&amp;aacute;. &lt;br&gt;
Me deu vontade de ter uma m&amp;aacute;quina fotogr&amp;aacute;fica para registrar a beleza do jardim. Ter at&amp;eacute; tenho, mas queria uma mais pr&amp;aacute;tica. Mas praticidade e euro s&amp;atilde;o duas palavras que n&amp;atilde;o combinam. Pelo menos n&amp;atilde;o sem o raio da Western Union...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111362322466736736?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111362322466736736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/04/o-jardim-da-minha-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111362322466736736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111362322466736736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/04/o-jardim-da-minha-casa.html' title='o jardim da minha casa'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111177307897907480</id><published>2005-03-25T14:49:00.000-03:00</published><updated>2005-03-25T14:55:14.296-03:00</updated><title type='text'>eu e o cinema</title><content type='html'>&amp;quot;Mas vou pra l&amp;aacute; pra me divertir. N&amp;atilde;o consigo me divertir com essa linguagem diferenciada&amp;quot;. &lt;br&gt;
N&amp;atilde;o sei se ele &amp;eacute; normal ou comum ou sei l&amp;aacute; o qu&amp;ecirc;, ou se sou eu que sou masoquista ou diferente demais. Pois lhe disse que gosto de ir l&amp;aacute; para &amp;quot;sofrer&amp;quot;. Gosto de sair de l&amp;aacute; acabado, de sentir minhas id&amp;eacute;ias remexidas como por um liquidificador, me sentir um merda mesmo, vendo que a vida n&amp;atilde;o passa de um l&amp;eacute;pido risco no nada. Gosto de ver minha ant&amp;iacute;tese na tela, ou mesmo de me sentir corroborado at&amp;eacute;, mas gosto de me ver pensando naquilo que est&amp;aacute; sendo mostrado. &amp;Eacute; a &amp;uacute;nica ocasi&amp;atilde;o que sinto meu dinheiro bem empregado, em se tratando de cinema. Pois me parece que ver um filme, comer pipoca, beber refrigerante e se divertir por cerca de duas horas da forma mais leve poss&amp;iacute;vel n&amp;atilde;o &amp;eacute; outra coisa que se render demais &amp;agrave; sedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da facilidade. O dinheiro vai embora, f&amp;aacute;cil, f&amp;aacute;cil. E entra f&amp;aacute;cil nos bolsos dos cretinos roliudianos. &lt;br&gt;
E se eu disser que alguns dos meus prediletos s&amp;atilde;o Tiros em Columbine, Mar Adentro, Irrevers&amp;iacute;vel, Dogville, Bicho de Sete Cabe&amp;ccedil;as e Durval Discos, por exemplo? Ser&amp;aacute; que d&amp;aacute; pra entender a agonia que preciso sentir na sala escura? Ser&amp;aacute; que d&amp;aacute; pra entender que a mesma agonia que quero sentir nos livros (o que eu demoraria pra sentir em uma semana, no m&amp;iacute;nimo) quero, tamb&amp;eacute;m, sentir em duas horas? Ora, ora. Ora, ora. &lt;br&gt;
N&amp;atilde;o &amp;eacute; querendo critic&amp;aacute;-lo - espero at&amp;eacute; que n&amp;atilde;o veja esse post, pois vai me entender mal - mas prefiro estar no mundo alternativo &amp;agrave; me render &amp;agrave; divers&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil e superficial do cinema vendido por &lt;em&gt;combos&lt;/em&gt;. Voc&amp;ecirc; compra pipoca+refri+divers&amp;atilde;o+beijos da gatinha ou do gatinho+m&amp;atilde;o-boba+risos e piadas previs&amp;iacute;veis e, pronto!, a noite est&amp;aacute; perfeita. Mas ir ao Iguatemi, pra mim, n&amp;atilde;o tem jeito. Saio de l&amp;aacute; mal por ter me divertido. E ir ao Drag&amp;atilde;o &amp;eacute; bom demais. Saio de l&amp;aacute; muito bem por ter sofrido. &lt;br&gt;
&amp;quot;Prefiro n&amp;atilde;o mexer nas minhas id&amp;eacute;ias, deix&amp;aacute;-las quietinhas&amp;quot;, diz ele. &amp;Eacute; medo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111177307897907480?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111177307897907480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/eu-e-o-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111177307897907480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111177307897907480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/eu-e-o-cinema.html' title='eu e o cinema'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111030573536139716</id><published>2005-03-08T15:14:00.000-03:00</published><updated>2005-03-08T15:15:35.366-03:00</updated><title type='text'>Então é natal</title><content type='html'>Olha, as mulheres que me desculpem, mas n&amp;atilde;o vou dar parab&amp;eacute;ns pelo Dia da Mulher coisa nenhuma.&lt;br&gt;
As brincalhonas de plant&amp;atilde;o podem dizer que &amp;eacute; inveja ou coisa assim. &amp;quot;Ah, voc&amp;ecirc;s nem t&amp;ecirc;m um dia s&amp;oacute; do homem&amp;quot;. N&amp;atilde;o precisa. O homem domina o mundo, seja por for&amp;ccedil;a ou por estupidez. Ou seja pelos dois. &lt;br&gt;
A mulher j&amp;aacute; &amp;eacute; violentada pela sociedade - leia-se masculina e feminina - diariamente, desde que a mulher &amp;eacute; mulher e o homem &amp;eacute; homem. &amp;Eacute; da mulher a profiss&amp;atilde;o mais antiga do mundo (mais antiga e mais estuprada). &amp;Eacute; a mulher que sofre pela fam&amp;iacute;lia, mesmo quando esta nem era institu&amp;iacute;da. &amp;Eacute; a mulher que se dobra pra ser trocentas personagens no dia-a-dia. Nada mais merecido que um dia s&amp;oacute; pra ela, n&amp;atilde;o? Pelo menos que n&amp;atilde;o fosse um dia que a minimizasse. A&amp;iacute; sim. &lt;br&gt;
O Dia da Mulher n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma mera homenagem. Primeiro, passa pela cultura positivista. E odeio o &lt;em&gt;Positivist Way of Life&lt;/em&gt;. Chega de &amp;iacute;cones e s&amp;iacute;mbolos. Chega de datas e nomes. Chega de fatos marcantes sem motivos e questionamentos por tr&amp;aacute;s do palco. Chega dessa hist&amp;oacute;ria rid&amp;iacute;cula, linear e progessivista. &lt;br&gt;
Segundo, &amp;eacute; uma data meramente comercial. Assim como o Dia das Crian&amp;ccedil;as, dos Pais, das M&amp;atilde;es, o Natal... Que? Algu&amp;eacute;m vai ter coragem que nossa singela sociedade ainda guarda os significados das datas comemorativas? Bem, talvez essas datas, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Natal ou da P&amp;aacute;scoa, nem sequer tenham algum significado sen&amp;atilde;o o &lt;strong&gt;lucro&lt;/strong&gt;. &lt;br&gt;
N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o quero transformar as mulheres ao meu redor em coisas e em motivos para datinhas vermelhas no calend&amp;aacute;rio. J&amp;aacute; chega elas terem que se vender pra n&amp;atilde;o morrer de fome. J&amp;aacute; chega elas terem de ag&amp;uuml;entar &amp;quot;gostosa!&amp;quot;, &amp;quot;del&amp;iacute;cia!&amp;quot;, &amp;quot;tes&amp;atilde;o!&amp;quot; e m&amp;atilde;os-bobas de estranho em show ou similares. J&amp;aacute; chega elas ganharem menos no trabalho. J&amp;aacute; chega ag&amp;uuml;entarem maridos b&amp;ecirc;bados. Ah, p&amp;ocirc;, v&amp;aacute; a merda esses dias &amp;quot;especiais&amp;quot;. &lt;br&gt;
  De que adianta eu demonstrar homenagem &amp;agrave;s mulheres durante um s&amp;oacute; dia do ano se nos 364 restantes eu solto piadinhas infames pra todas que passam por mim? Haja hipocrisia... &lt;br&gt;
  Pronto, acabou saindo minha &amp;quot;homenagem&amp;quot; &amp;agrave;s mulheres no dia delas. Parab&amp;eacute;ns, ent&amp;atilde;o... E emancipem-se. Sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111030573536139716?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111030573536139716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/ent-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111030573536139716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111030573536139716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/ent-natal.html' title='Ent&amp;atilde;o &amp;eacute; natal'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-111016379744458158</id><published>2005-03-06T23:47:00.000-03:00</published><updated>2005-03-06T23:49:57.446-03:00</updated><title type='text'>Trouble</title><content type='html'>As m&amp;uacute;sicas marcam, n&amp;eacute;? &lt;br&gt;
Teve uma &amp;eacute;poca, mais ou menos um ano atr&amp;aacute;s, que eu tava l&amp;aacute;, batendo ponto todo s&amp;aacute;bado, numa boate qualquer ali de um canto qualquer, com umas pessoas bem legaizinhas que eu havia conhecido h&amp;aacute; pouco. Quase sagrado estar l&amp;aacute;. &lt;br&gt;
Nessa boate tocava - e ainda tocam - as m&amp;uacute;sicas do momento. &lt;br&gt;
Dentre as m&amp;uacute;sicas do momento estava uma chamada Trouble. &lt;br&gt;
Dentre as pessoinhas legais, tinha uma que adorava a banda que tocava Trouble. &lt;br&gt;
E essa pessoa, estranha, doidinha e meio de lua foi me cativando paulatinamente. &lt;br&gt;
Desde um certo instante, nunca mais hav&amp;iacute;amos ido a essa boate. Nem juntos, nem separados. &lt;br&gt;
E justo no dia em que eu volto a essa boate, na ida toca Trouble na r&amp;aacute;dio. &lt;br&gt;
E s&amp;oacute; consigo me lembrar dessa pessoa, que deveria estar l&amp;aacute; comigo, mas estava n&amp;atilde;o. Estava era distante. &lt;br&gt;
E tava faltando ela por l&amp;aacute;. &lt;br&gt;
At&amp;eacute; falei isso pra ela, mas parece que ela n&amp;atilde;o me acreditou muito. &lt;br&gt;
Fazer o qu&amp;ecirc;? &lt;br&gt;
Ser&amp;aacute; que ela acredita agora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-111016379744458158?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/111016379744458158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/trouble.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111016379744458158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/111016379744458158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/trouble.html' title='Trouble'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110987995994279455</id><published>2005-03-03T16:57:00.000-03:00</published><updated>2005-03-03T16:59:19.943-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&amp;quot;&amp;Eacute; precisamente porque estes [os iconoclastas] apresentavam esta omnipot&amp;ecirc;ncia dos simulacros, esta faculdade que t&amp;ecirc;m de apagar Deus da consci&amp;ecirc;ncia dos homens e esta verdade que deixam entrever, destruidora, aniquiladora, de que no fundo Deus nunca existiu, que nunca existiu nada sen&amp;atilde;o o simulacro e mesmo que o pr&amp;oacute;prio Deus nunca foi sen&amp;atilde;o o seu pr&amp;oacute;prio simulacro - da&amp;iacute; vinha sua raiva em destruir as imagens.&amp;quot; (Jean Baudrillard, Simulacros e Simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o).&lt;br&gt;  
Uau! Ser&amp;aacute; que entendi o que ele quis dizer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110987995994279455?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110987995994279455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/que-entendi-o-que-ele-quis-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110987995994279455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110987995994279455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/03/que-entendi-o-que-ele-quis-dizer.html' title=''/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110943921426753151</id><published>2005-02-26T14:32:00.000-03:00</published><updated>2005-02-26T14:33:34.266-03:00</updated><title type='text'>Um elogio</title><content type='html'>E num &amp;eacute; que nessa semana que passou eu fui elogiado por alguns despretensiosos desenhos? Eu, justo eu, que acho que desenho t&amp;atilde;o mal... E nem deve saber a pessoa que me elogiou que um dia eu desenhei, e at&amp;eacute; que desenhei mais ou menos bem. Mas que, pelas vicissitudes da vida, e sabe-se l&amp;aacute; por que motivos mais, parei de desenhar, enfadado, cansado, enjoado e desestimulado que fiquei. &lt;br&gt;
O elogio dessa pessoa foi importante. Me fez sentir um pouco de vida a mais. Me fez lembrar dos velhos tempos, nos quais eu penava pra fazer um desenho legal. Dos tempos em que a mesa verde ainda estava armada, n&amp;atilde;o era ocupada por nada e era usada de fato. Ah, for&amp;ccedil;a pra recome&amp;ccedil;ar, ainda que fraca, mas talvez j&amp;aacute; seja o suficiente. S&amp;oacute; por causa de um elogiozinho &amp;agrave; toa... &lt;br&gt;
Brigado. =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110943921426753151?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110943921426753151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/um-elogio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110943921426753151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110943921426753151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/um-elogio.html' title='Um elogio'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110882439893279454</id><published>2005-02-19T23:44:00.001-03:00</published><updated>2010-05-23T18:46:41.701-03:00</updated><title type='text'>O Rodrigo ganha fácil</title><content type='html'>O nome do empreendimento é Thales Cell. Mas quem trabalha lá é o Rodrigo. E o Rodrigo parece ser farrista, como vocês verão logo a seguir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sempre passava por aquela grande casa, situada numa avenida bastante movimentada. Há alguns anos, ouvi dizer que era a quinta ou terceira - não lembro bem - maior avenida do Brasil em extensão. Não me admiro se for verdade, e se ainda continuar a ser, porque já tive a oportunidade de percorrê-la de cabo a rabo e pude ver o quão imensa é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando à casa, eu a via todos os dias, porque se situa bem em frente à minha parada de ônibus, nessa tal avenida gigante, no meu lamento diário de ir à faculdade todos os dias, fatídica rotina que já dura mais de 3 anos e que, de tão enfadonha, vai se demorando cada vez mais, sem previsões muito exatas de quando vai acabar. Me parece mesmo que ela não quer findar, não...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ali estava - e ainda está - a casa, de grande porte, como já disse, altiva, duplex, típica casa de classe média alta. Diria que pelos tempos, e por outros fatos que vocês verão logo mais, que aquele lar havia sido erguido pela força de um homem, apenas, desses que viveram nos tempos em que o seu emprego era suficiente por si só para se viver bem, e a mulher apenas decorava a casa, dando o toque de lar-doce-lar ao até então insosso canto onde iniciaram a nova morada. Diria mais. Diria que o homem da casa fora, nos tempos pretéritos, um militar de média patente, ou mesmo dono de algum negócio nem muito grande, nem muito pequeno, mas que teve que trabalhar muito para viver bem. Pelo menos foi essa impressão que tive ao vê-lo e ao conversar com ele. Mas entendam por que tive de falar com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu celular deu problema. As teclas talk e end deixaram de funcionar depois de uma queda, e, na tentativa ajeitá-lo eu mesmo, abri-o, e quebrei a tampa. Aí danou-se. E já era hora mesmo. Uso-o desde 2001 (e ele é pelo menos de 2000), e até então o único problema que ele tivera foi a frouxidão da bateria - e esse é um problema comum demais pra ser levado à sério nos modelos Nokia 6120i, esses antigões, esbeltos, duros e até mesmo um tanto pesados, se comparados aos modelos atuais. Dizem que só servem pra quebrar casquinha de caranguejo (mas também servem pra quebrar a cabeça de quem diz isso), mas quem o possui sabe o quão é resistente esse modelo. Dizem ser dos melhores, até. E eu não o trocaria por um outro qualquer, e não tenho essa intenção tão cedo, porquanto durar seu funcionamento e sua utilidade: telefonar e receber chamadas, receber e enviar mensagens e servir de memorex e despertador. Pronto, pra mim tá perfeito, mesmo que a agenda telefônica dele já esteja lotada, mesmo que, de vez em quando, eu tenha que apagar um número não utilizado para pôr outro mais útil em seu lugar, mesmo que a bateria frouxa viva pregando peças em mim, como desligar em momentos inoportunos ou descarregar no meio de uma conversa.&lt;br /&gt;
Sim, mas o celular estava com defeito. Sem as teclas talk e end, eu nem podia fazer nem receber chamadas, e a única maneira de me comunicar por meio dele era com as mensagens. Não sou do tipo que vive recebendo ligações no celular, mas fico pouco tempo em casa, e, portanto, o conceito dele sobe no quesito utilidade. Então não dava pra continuar com o aparelho desse jeito, e lá vou eu procurar algum canto pra consertá-lo. E o Thales Cell foi o segundo lugar visitado. O primeiro só tinha duas cores de carcaça: rosa e verde-limão. Não dava, né? Mas procurei ir no Thales por questões de preço, também. Não que o primeiro lugar, o Nakakunda (sim, este é o nome da lojinha, e já que falei do Thales, tenho que falar do Nakakunda) estivesse caro, mas podia ser que o Thales fosse mais barato, além de ser pertinho da minha casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o Thales já tem um inconveniente logo na entrada: é que ele fica no segundo andar na tal casa que lhes falei lá no início, e, pra subir, é preciso passar pelo jardim. Fácil de superar, principalmente porque, logo antes de entrar, encontro uma mulher tomando o mesmo caminho que eu, e eis que lhe pergunto se "o negócio do celular é ali em cima", ao que ela me responde afirmativamente, e me procura o suposto Thales dono do empreendimento que, também supostamente, leva seu nome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí um susto: tem um salão de beleza lá em cima. O Thales Cell, com uma propaganda-estardalhaço no muro da casa, na verdade é uma bancada na varanda, apenas isso, e dentro da casa funciona um grande salão - que não tem propaganda nenhuma em muro nenhum. Além do susto, houve o inconveniente de estar no meio de um monte de mulheres, no ambiente delas, e só você de homem lá. Só entende esse embaraço o homem que já entrou num salão de beleza repleto de figuras femininas analisando-o dos pés a cabeça, e da cabeça aos pés em retorno, não exatamente com uma conotação sexual nesse olhar, mas com uma atenção analítica vexatória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Olha, procura o Rodrigo lá embaixo", pede a mulher que eu havia encontrado, e lá desço, então, atrás de um tal Rodrigo. Vai ver que Thales é o filho do Rodrigo, sei lá. Bato palmas, e aparece, vindo da sala, um senhor já de certa idade, de bermuda, sem camisa, barriga grande, mas não exatamente gordo, e uma bela barba branca, não completamente cheia, mas bonita, mesmo assim. Provavelmente o chefe da casa, aquele que eu supunha, alguns parágrafos atrás, tê-la levantado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Por favor, o Rodrigo está?", pergunto. E ele diz "Não sei se ele já chegou, acho que ainda não chegou, deixa eu ver", e grita pelo Rodrigo. "Rodrigo! Rodrigo!" Grita olhando pra cima, dando a entender que ele achava que o Rodrigo se encontrava no andar de cima. "Não, já vim lá de cima, me mandaram procurá-lo aqui embaixo", digo. "Ah, então ele não chegou", me responde o senhor, que começa a reclamar suavemente do Rodrigo, como os típicos pais que se perguntam onde que erraram. "Ele ainda não chegou. Já era pra ter chegado. Geralmente, ele chega às oito, às vezes chega às quatro, mas já era pra ter chegado (e já era quase dez da manhã). Ele deve ganhar fácil, porque se ganhasse difícil, já tinha chegado." "Pois tá, venho outro hora. Brigado.", respondo, conformado em esperar que o Nakakunda ache uma carcaça de macho, digo, preta, ou então em ir atrás de outro canto pra consertar meu celular. E vou embora, achando engraçado o tom de preocupação e desgosto que o senhor, provavelmente pai do Rodrigo, o farrista, me apresentou.&lt;br /&gt;
Ô, Rodrigo! Acho que você perdeu um cliente... Menos dinheiro pra você gastar nas suas farras... hihihi... Mas tudo bem. Você ganha fácil, né? hihihi...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110882439893279454?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110882439893279454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/o-rodrigo-ganha-fcil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110882439893279454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110882439893279454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/o-rodrigo-ganha-fcil.html' title='O Rodrigo ganha fácil'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110875892597327769</id><published>2005-02-18T16:34:00.000-03:00</published><updated>2005-02-18T17:35:25.976-03:00</updated><title type='text'>A semana</title><content type='html'>Semana repleta de surpresas. Dentre elas:&lt;br&gt;
- Ganhei um beijo na m&amp;atilde;o que me deixou atordoado. N&amp;atilde;o gosto de beijos na m&amp;atilde;o - me sinto posto num trono de rei. Mas esse at&amp;eacute; que n&amp;atilde;o foi ruim, apesar de ter me deixado desconcertado.&lt;br&gt;
- Tamb&amp;eacute;m ganhei de uma professora um beijo no rosto que me deixou muito surpreso (pois &amp;eacute;, eu tamb&amp;eacute;m recebo beijos de docentes, sabe...). De beijo no rosto, sim, eu gosto, e esse foi bom, acompanhado de um abra&amp;ccedil;o caloroso - apesar de o anivers&amp;aacute;rio ser da professora, n&amp;atilde;o meu.&lt;br&gt;
- &amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil demais manter os compromissos em dia. Principalmente se alguns deles n&amp;atilde;o dependem s&amp;oacute; de voc&amp;ecirc;.&lt;br&gt;
- Encontrei v&amp;aacute;rias vezes uma pessoa, e ela parecia estar com algum problema a ser resolvido comigo. Numa dessas vezes, me deu a impress&amp;atilde;o de estar com algo engasgado na garganta e que precisava falar. N&amp;atilde;o falou. Mas deveria. &lt;br&gt;
- Essa mesma pessoa tamb&amp;eacute;m me agradeceu muito uma coisa que fiz &lt;em&gt;por&lt;/em&gt; ela (e n&amp;atilde;o &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; ela). N&amp;atilde;o precisava tanto, n&amp;atilde;o. &lt;br&gt;
- Sonhei que abra&amp;ccedil;ava muito um amigo meu, como se ele fosse embora ou eu precisasse muito do ombro dele. Foi estranho, fiquei baratinado. &lt;br&gt;
- Meu antiv&amp;iacute;rus resolveu se revoltar e n&amp;atilde;o ser mais gratuito. T&amp;ocirc; lascado. E j&amp;aacute; peguei dois v&amp;iacute;rus. &lt;br&gt;
- Foi dif&amp;iacute;cil, mas ainda estou vivo. Primeira semana como professor de carteira assinada e tudo (mas a carteira ainda n&amp;atilde;o t&amp;aacute; assinada, claro). O estresse foi alto, e me preocupo se ainda ser&amp;aacute; daqui pra frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110875892597327769?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110875892597327769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/semana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110875892597327769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110875892597327769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/semana.html' title='A semana'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110826125143940330</id><published>2005-02-12T10:18:00.000-03:00</published><updated>2005-02-12T23:20:51.443-03:00</updated><title type='text'>Só porque te odeio</title><content type='html'>Ei, voc&amp;ecirc;. Tenho um segredo pra te contar. Quero dizer que te odeio, e que te desejo a morte. Que logo que chegue o dia em que seu carro se chocar&amp;aacute; contra alguma coisa muito dura - um poste ou um muro - e voc&amp;ecirc; ver&amp;aacute; a morte na sua frente, como j&amp;aacute; a viu em alguma outra ocasi&amp;atilde;o. A diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que desta vez voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o escapa. Porque meu &amp;oacute;dio vai te matar. Meu &amp;oacute;dio, meu desprezo, meu asco.&lt;br&gt;
Quero que voc&amp;ecirc; se foda, e que se foda sozinho, deixando suas adjac&amp;ecirc;ncias em paz. Deixe os seus em paz, e se lasque sozinho. Quer beber, beba. Quer fumar, fuma. Enfia esses cigarros no cu, at&amp;eacute;, e a garrafa tamb&amp;eacute;m. Mas deixe os que te amam - e os que te odeiam - em paz. N&amp;atilde;o precisa acabar com a fortuna destes gastando em coisas que n&amp;atilde;o te levam pra frente, mesmo que em tese elas te levariam. Enfim, se lasca sozinho. &lt;br&gt;
Logo ser&amp;aacute; uma pessoa velha. Mais acabada que velha. Logo ter&amp;aacute; problemas no pulm&amp;atilde;o, e talvez nos rins e no f&amp;iacute;gado at&amp;eacute;. N&amp;atilde;o ter&amp;aacute; emprego que voc&amp;ecirc; considere decente. Vai se rebaixar a empreguinhos de merda que voc&amp;ecirc; tanto refutou a vida toda. Vai se virar como puder, vai se dobrar para a vida. N&amp;atilde;o vai gastar tanto quanto antes, nem vai freq&amp;uuml;entar os mesmos lugares de outrora. Nunca mais os velhos mot&amp;eacute;is, os velhos bares, as velhas companhias, os velhos carnavais. Vai ficar somente pensando nas contas que v&amp;atilde;o estourar logo mais. Vai andar contando trocados pra comprar a carteira de cigarros da semana. A velha cerveja e a velha cacha&amp;ccedil;a te abandonar&amp;atilde;o, embora continuem a te chamar para a divers&amp;atilde;o. S&amp;oacute; n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; o dinheiro para beb&amp;ecirc;-las, nem os amigos antigos que fizeste a cada ano pra te pagar uma dose ou uma latinha. Gaiatos, alegres, matadores. Ser&amp;atilde;o, ent&amp;atilde;o, pais de fam&amp;iacute;lia, lascados tamb&amp;eacute;m, mas menos que voc&amp;ecirc;. E j&amp;aacute; ter&amp;atilde;o te esquecido, assim como voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m os esqueceu, em parte.&lt;br&gt;
  N&amp;atilde;o &amp;eacute; que eu queira ser rico, mas se eu acreditasse em Deus e pudesse lhe pedir alguma coisa, pediria pra ter uma razo&amp;aacute;vel quantia financeira nos bolsos, e ainda pediria pra te ver na amargura total. E quereria viver pra te ver bater &amp;agrave; minha casa, esfomeado, cheio de d&amp;iacute;vidas, barba na cara como voc&amp;ecirc; nunca gostou, barriga quebrada e muitas rugas e olheiras. E pediria a Deus: fa&amp;ccedil;a com que eu tenha coragem pra lhe bater a porta na cara, virar as costas e comer meu jantar sem um pingo de remorso. Porque te odeio, e n&amp;atilde;o quero te ajudar nunca. N&amp;atilde;o sei se terei o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;atilde;o duro, mas vai, quem sabe eu tenha daqui a alguns anos, e te diga N&amp;Atilde;O, o n&amp;atilde;o mais forte e perempt&amp;oacute;rio que puder. O n&amp;atilde;o mais negativo e mais saboroso que eu tiver, sa&amp;iacute;do das minhas entranhas como um v&amp;ocirc;mito guardado desde a inf&amp;acirc;ncia. Porque te odeio e nada mais.&lt;br&gt;
Ei, n&amp;atilde;o me julgue mal. N&amp;atilde;o pense que sou assim t&amp;atilde;o ruim. N&amp;atilde;o sou a Madre Teresa, &amp;eacute; verdade, mas tampouco um dem&amp;ocirc;nio em teu lar. Na verdade, na verdade, todo mundo odeia uma pessoa ao menos. E voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o &amp;eacute; meu &amp;uacute;nico objeto de &amp;oacute;dio. Mas esse texto &amp;eacute; pra ti, mesmo que n&amp;atilde;o venha a l&amp;ecirc;-lo. &amp;Eacute; pra ti, para que saiba o quanto te desprezo. Mas, enfim, n&amp;atilde;o pense que sou t&amp;atilde;o mal assim. Como disse, todo mundo odeia algu&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o se iluda. A diferen&amp;ccedil;a entre eu e as outras pessoas &amp;eacute; que boto pra fora todo meu &amp;oacute;dio. Tardiamente ou n&amp;atilde;o. Mas c&amp;aacute; est&amp;aacute;. Sinta-o.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110826125143940330?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110826125143940330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/s-porque-te-odeio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110826125143940330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110826125143940330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/02/s-porque-te-odeio.html' title='S&amp;oacute; porque te odeio'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110709575881775550</id><published>2005-01-30T10:33:00.000-03:00</published><updated>2005-01-30T11:35:58.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tem umas coisas a&amp;iacute; acontecendo. E quanto mais acontecem, mais vejo que o complicado depende de quem v&amp;ecirc;. Que, por mais complicado que pare&amp;ccedil;a, nunca &amp;eacute; t&amp;atilde;o complicado que n&amp;atilde;o se possa desatar o n&amp;oacute;. Ou desvendar o mist&amp;eacute;rio. Ou ir al&amp;eacute;m de suas supostas possibilidades. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque teve um dia que teve um garoto que teve medo de ir na casa dum amigo na rua de tr&amp;aacute;s. E a m&amp;atilde;e-dona desse menino ainda fazia dizer &amp;quot;&amp;eacute;, num v&amp;aacute; n&amp;atilde;o, fique aqui mermo&amp;quot;. E diz que se deve ouvir os pais, porque eles sabem o que &amp;eacute; melhor pra voc&amp;ecirc;. Mas se o menino n&amp;atilde;o tivesse desejado dar um basta &amp;agrave; pris&amp;atilde;o que o cercava - e se n&amp;atilde;o o tivesse feito mesmo -, a&amp;iacute; ainda ele estaria abra&amp;ccedil;ado &amp;agrave; m&amp;atilde;e, deitados ambos na rede estendida na &amp;aacute;rea, a pensarem que pode chover, a assistirem &amp;agrave; TV, a curtirem o marasmo da tarde fria ou quente, tanto faz, desejando, os dois, uma vida diferente, sem coragem sequer de sair do canto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o menino acabou descobrindo caminhos. Muitos. Gente tamb&amp;eacute;m. Muita. Acabou sorrindo, chorando, sofrendo em alguns momentos, sendo alegre em outros. Topou, caiu, bateu a cabe&amp;ccedil;a no ch&amp;atilde;o e na parede. Quase a partiu ao meio at&amp;eacute;. Ficou gripado, encatarrado que s&amp;oacute;, muitas, muitas vezes. Suou, ficou vermelho, tirou notas altas, boas e baixas. Fez bobagens que n&amp;atilde;o deveria ter feito, e n&amp;atilde;o fez outras que deveria ter feito. Mas, enfim, viveu, aprendeu a viver, saiu da rede, da &amp;aacute;rea, da casa, e vai sair de outros muitos cantos mais, e ir pra tantos outros, no que depender da sua vontade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O garoto s&amp;oacute; pede que n&amp;atilde;o o lembrem demasiado da sua inf&amp;acirc;ncia, falando de brincadeiras ou adjac&amp;ecirc;ncias, de &amp;quot;como era bom aquele tempo&amp;quot;. Porque, para o garoto, tempo bom &amp;eacute; o de hoje. Aquele l&amp;aacute; n&amp;atilde;o foi. E, por mais que ele n&amp;atilde;o acredite na felicidade, tempo bom pra ser &amp;quot;feliz&amp;quot; - entre muitas aspas - &amp;eacute; daqui adiante. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110709575881775550?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110709575881775550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/tem-umas-coisas-daqui-adiante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110709575881775550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110709575881775550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/tem-umas-coisas-daqui-adiante.html' title=''/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110671371054058458</id><published>2005-01-26T00:27:00.000-03:00</published><updated>2005-01-26T01:28:30.540-03:00</updated><title type='text'>é a velhice chegando </title><content type='html'>&amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil enxergar que a velhice vem chegando. Pior quando quem se torna velho n&amp;atilde;o &amp;eacute; voc&amp;ecirc;, mas quem est&amp;aacute; ao seu lado. Ou, melhor dizendo, quem esteve durante toda a vida embaixo de voc&amp;ecirc;, apoiando, servindo de base, independente de tudo. E mais dif&amp;iacute;cil ainda &amp;eacute; engolir esse tempo apressado e as marcas que ele vai deixando e aceitar tudo passivamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esquecimento, confus&amp;atilde;o, trocas estranhas, incompreens&amp;atilde;o... &lt;/p&gt;
Paci&amp;ecirc;ncia, calma, resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Porque... fazer o qu&amp;ecirc;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110671371054058458?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110671371054058458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/velhice-chegando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110671371054058458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110671371054058458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/velhice-chegando.html' title='&amp;eacute; a velhice chegando '/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110627942102538193</id><published>2005-01-20T23:46:00.000-03:00</published><updated>2005-01-21T00:50:21.026-03:00</updated><title type='text'>Ingrata</title><content type='html'>Trago-a ao meu quarto, ponho-a na cama, ela se deita faceira, rola pra l&amp;aacute; e pra c&amp;aacute;, alegre e safada. Ela abre as pernas, deixa que eu lhe acaricie a barriga, fa&amp;ccedil;o c&amp;oacute;cegas, dou-lhe abra&amp;ccedil;os, aperto com gosto, trago-a pra perto de mim. Deixo que me morda, &amp;agrave;s vezes tenta me roubar um beijo, &amp;agrave;s vezes consegue. Gosta de mim, e gosto de suas brincadeiras. Inquieta, gosta de passar a cabe&amp;ccedil;a na cama, mal p&amp;aacute;ra. E, quando p&amp;aacute;ra, fica apoiada na borda, deitada de barriga pra baixo, cabe&amp;ccedil;a ca&amp;iacute;da, e de orelhas em p&amp;eacute;. E basta passar algu&amp;eacute;m na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cozinha que ela pula, em busca de outros afagos, de outra aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ou em busca de comida, gulosa que &amp;eacute;. &lt;br&gt;
Ingrata. &lt;br&gt;
Mas eu a adoro. Mesmo assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110627942102538193?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110627942102538193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/ingrata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110627942102538193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110627942102538193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/ingrata.html' title='Ingrata'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110592682943300635</id><published>2005-01-16T21:50:00.000-03:00</published><updated>2005-01-16T23:00:51.380-03:00</updated><title type='text'>Sem tempo para sofrer</title><content type='html'>O depressivo sofre porque perdeu algo, e est&amp;aacute; consciente dessa perda. Por isso passa pela depress&amp;atilde;o. J&amp;aacute; o melanc&amp;oacute;lico sofre mesmo sem ter perdido nada, fala a fil&amp;oacute;sofa na TV. &lt;br&gt;
  Eis que a melancolia ataca de tempos em tempos, dizendo &amp;quot;eu sou uma tristeza sem motivo de ser. Mas c&amp;aacute; estou, pra te atazanar, te perturbar, te deixar mal, cheio de mal-estar&amp;quot;. &lt;br&gt;
  E eis que parece n&amp;atilde;o haver outro jeito de se livrar dessa melancolia chata - ou melhor, camufl&amp;aacute;-la - sen&amp;atilde;o estourar o limite do tempo, deixar a agenda lotada, sem tempo pra respirar, sem tempo pra pensar, sem tempo pra sofrer, portanto. Porque tantas ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es assim s&amp;atilde;o as &amp;uacute;nicas coisas que - perd&amp;atilde;o pelo pleonasmo - ocupam a cabe&amp;ccedil;a do melanc&amp;oacute;lico - al&amp;eacute;m da pr&amp;oacute;pria tristeza, claro. E, paradoxalmente, a falta de tempo gera um ciclo vicioso: pode n&amp;atilde;o ter tempo pra sofrer, e o melanc&amp;oacute;lico tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o tem tempo pra procurar um rem&amp;eacute;dio pro sofrimento. A n&amp;atilde;o ser que as reviravoltas da vida revirem tudo - desculpa o pleonasmo mais uma vez - e fa&amp;ccedil;am novas coisas acontecerem.&lt;br&gt;
  No fundo, acho que a melancolia est&amp;aacute; ligada &amp;agrave; insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a vida. O melanc&amp;oacute;lico deve levar uma vida da qual n&amp;atilde;o gosta e, insatisfeito, se faz melanc&amp;oacute;lico. &lt;br&gt;
  - &lt;br&gt;
  H&amp;aacute; tantas coisas que sufocam, que h&amp;aacute; momentos em que n&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra perceber o que que sufoca. O que te sufoca, hein?&lt;br&gt;
Precisando &lt;strong&gt;daquele&lt;/strong&gt; abra&amp;ccedil;o. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110592682943300635?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110592682943300635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/sem-tempo-para-sofrer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110592682943300635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110592682943300635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/sem-tempo-para-sofrer.html' title='Sem tempo para sofrer'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110515521928756771</id><published>2005-01-07T23:33:00.000-03:00</published><updated>2005-01-08T00:40:12.183-03:00</updated><title type='text'>Toda a crueza do mundo numa fatia de pizza mais barata que tiver</title><content type='html'>Ami, qual a pizza mair barata a&amp;iacute;, hein?&lt;br&gt;
Chega a fam&amp;iacute;lia, esposa, marido e filho pequeno. Se sentam, a mulher come&amp;ccedil;a a falar, infeliz que &amp;eacute;, isso &amp;eacute; uma irresponsabilidade, isso sim, vem um carro doido e bate atr&amp;aacute;s, parece reclamar de como o marido estacionou o carro, e o marido t&amp;aacute; bom, t&amp;aacute; bom. E depois sai pra mudar o carro de lugar.&lt;br&gt;
  Ela: loira, cara de velhaca, pelos 40 anos, acabada, cansada da vida dif&amp;iacute;cil que leva, ou deve levar. Manchas no rosto, ombros ca&amp;iacute;dos, o seios tamb&amp;eacute;m devem estar, com alguma certa barriga, mas nada de gorda. Ele: enorme de gordo, t&amp;iacute;pica barriga de cerveja e de ronco depois do almo&amp;ccedil;o, respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o cansada de tanta gordura no corpo, m&amp;iacute;ope de dar pena, suado, fala tr&amp;ocirc;pega e embolada, coisa nitidamente para poder ser aceito pelos amigos machistas e ditos porcos, machos sujos que falam alto e coloquial, cospem no ch&amp;atilde;o e chamam de gostosa cada baranga que lhes passa na frente. Desses tipos que v&amp;atilde;o ao est&amp;aacute;dio aos domingos, bebem litros de cerveja, comem de boca aberta, d&amp;atilde;o umazinha por semana com a esposa - e outrazinhas com qualquer vadia - e ainda batem na mulher. A crian&amp;ccedil;a: n&amp;atilde;o sei. Comum demais para ser percebida com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;
  Fiquei penalizado de ver a mulher com aquele homem. Pois seu olhar mostrava a tristeza que era conviver com ele. Deveria ser um funcionariozinho de merda de qualquer empresa ou de alguma reparti&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica - &amp;eacute;, reparti&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica &amp;eacute; mais prov&amp;aacute;vel -, sem ambi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de qualquer natureza. E ela deveria sofrer todas as noites por sempre se lembrar da m&amp;atilde;e dizendo n&amp;atilde;o case com esse homem, voc&amp;ecirc; s&amp;oacute; vai sofrer. Hoje est&amp;aacute; a&amp;iacute;, com um boi que n&amp;atilde;o deve dar no couro, e que ainda deve chifr&amp;aacute;-la, e ela, antiquada, esposa &amp;agrave; moda antiga, fiel ao marido, n&amp;atilde;o procura outro homem, porque aquele a quem seu pai entregou na igreja, no fat&amp;iacute;dico dia do seu casamento, fora - e h&amp;aacute; de sempre ser - o &amp;uacute;nico homem da sua vida. &lt;br&gt;
  Tamb&amp;eacute;m tive pena dele, que deve ter a auto-estima l&amp;aacute; embaixo, n&amp;atilde;o pelo seu corpo ou pela sua fala ou pelos seus &amp;oacute;culos, mas pela vida que leva, porque tem de mostrar pros amigos um n&amp;iacute;vel de vida baixo - aquele que seu sal&amp;aacute;rio permite -, e ainda tem de aturar o fato de seus amigos conhecerem a mulher com quem se casou, uma mulher chata, feia, que s&amp;oacute; reclama, reclama pra caralho, reclama de tudo, insatisfeita que est&amp;aacute; com a vida que leva, com um marido daquele e com um filho pra criar. Tive pena dele porque n&amp;atilde;o pode comprar nem uma pizza mais elaborada al&amp;eacute;m da mista, quanto mais um carro melhor, e precisa continuar com o velho carro que o acompanha h&amp;aacute; anos - um Chevette ainda conservado. Mas pra pegar coisa melhor - e digo mulheres melhores - ele precisaria de um emprego melhor e de uma coisa melhor - digo carro melhor - o que tamb&amp;eacute;m precisa de antem&amp;atilde;o de um emprego melhor. &lt;br&gt;
  Do filho tamb&amp;eacute;m tenho pena. Simplesmente por ter nascido numa fam&amp;iacute;lia e ser filho de uma m&amp;atilde;e neur&amp;oacute;tica e seca e de um pai similar a um porco. Ami, bote a&amp;iacute; pro meu filho, fala ao gar&amp;ccedil;om, pedindo a este que coloque um peda&amp;ccedil;o de pizza pro seu pequeno, mas com a propriedade e afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um corno. Bote a&amp;iacute; tamb&amp;eacute;m pra mia mui&amp;eacute; tamb&amp;eacute;m, far fav&amp;ocirc;. Est&amp;aacute; em p&amp;eacute;, como se estivesse num posto bebendo com os amigos e ouvindo o forr&amp;oacute; alto do carro, e ainda porta um copinho de pl&amp;aacute;stico na m&amp;atilde;o, e de vez em quando o leva &amp;agrave; boca. Penso no que tem ali, talvez cerveja, mas h&amp;aacute; apenas gelo. Est&amp;aacute; com calor, sua feito um porco - porco que j&amp;aacute; &amp;eacute; - e o gelo aplaca um pouco a quentura. E o senhor, boto pro senhor?, pergunta o baratinado gar&amp;ccedil;om, sem saber se serve ou n&amp;atilde;o o chefe daquela fam&amp;iacute;lia, sem saber se o homem vai comer ou n&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o, p&amp;oacute; deix&amp;aacute;, eu b&amp;oacute; depois, fala o chef&amp;atilde;o, sem vontade de comer, ou fingindo que est&amp;aacute; sem vontade. E sempre a fala embolada. E me deu nojo v&amp;ecirc;-lo tomar a &amp;aacute;gua do copo, colocando a l&amp;iacute;ngua meio pra fora, encostando nos l&amp;aacute;bios, como se fosse dar uma tossida vinda l&amp;aacute; do &amp;acirc;mago. &lt;br&gt;
  Quer mais?, pergunta a m&amp;atilde;e ao filho, e o menino n&amp;atilde;o responde, ou se responde fala baixo, mas mais parece um mudo, quieto que &amp;eacute;. E quem responde &amp;eacute; o pai, qu&amp;eacute;, ele qu&amp;eacute;, qu&amp;eacute; sim, bote a&amp;iacute;, p&amp;oacute; botar, ele qu&amp;eacute;. E a mulher continua a reclamar da vida, reclama de tudo, dos pre&amp;ccedil;os, do calor, dos engarrafamentos, s&amp;oacute; n&amp;atilde;o tem coragem de reclamar da barriga do marido que a esmaga nas raras vezes que fodem, n&amp;atilde;o tem coragem de reclamar do carinho que o marido n&amp;atilde;o d&amp;aacute;, n&amp;atilde;o reclama da insensibilidade do homem, que pensa que tudo que lhe basta &amp;eacute; ter sustento e conforto no lar-doce-lar, n&amp;atilde;o reclama que ele sai pra beber com os amigos e a deixa tomando conta do menino nas noites de sexta e de s&amp;aacute;bado, e enquanto aquele bosta t&amp;aacute; l&amp;aacute;, se divertindo, estou aqui eu, s&amp;oacute; no meu home-sweet-home, essa buceta de vida de merda. &lt;br&gt;
  Ami, p&amp;oacute; bot&amp;aacute; a&amp;iacute; pra viage? E o gar&amp;ccedil;om leva a pizza que sobrou, muitas fatias, coloca num saquinho, embaladas num papel, e a mulher volta a reclamar logo que o gar&amp;ccedil;om se afasta, eu n&amp;atilde;o daria dez reais por essa pizza n&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o daria nem a pau, fica falando feito abestada que &amp;eacute;, sem nem olhar pro marido, com uma convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o enorme de que se comprasse aquela bosta que acabou de comer e ainda deu ao filho estaria fazendo um p&amp;eacute;ssimo neg&amp;oacute;cio. Daria nada, nem a pau, fala ao tempo que se levanta, daria n&amp;atilde;o, &amp;oacute;, nem a pau. &lt;br&gt;
  E v&amp;atilde;o embora, os tr&amp;ecirc;s, b&amp;oacute;, b&amp;oacute;, fala ele, j&amp;aacute; andando, desajeitado. Ela j&amp;aacute; se calou, mas ainda deve reclamar durante todo o trajeto at&amp;eacute; a casa, n&amp;atilde;o do pre&amp;ccedil;o da pizza, mas de tudo no mundo, quando queria reclamar era da vida que leva, e ele calado, cansado porque a barriga n&amp;atilde;o o deixa respirar direito, cansado tamb&amp;eacute;m da vida que leva, e o menino, este, que deveria falar, visto que &amp;eacute; novo como &amp;eacute;, este mal abre o bico, t&amp;iacute;mido talvez, mudo quem sabe, e sabe-se l&amp;aacute; as coisas que afetam a vida daquela fam&amp;iacute;lia, cl&amp;aacute;ssica fam&amp;iacute;lia de classe m&amp;eacute;dia baixa, infeliz, com sonhos, vontades, desejos, sem esperan&amp;ccedil;a e sem dinheiro, t&amp;atilde;o pouco dinheiro que s&amp;oacute; dar pra comprar uma mista que vem na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o com refrigerante por dez ou onze reais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110515521928756771?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110515521928756771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/toda-crueza-do-mundo-numa-fatia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110515521928756771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110515521928756771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/toda-crueza-do-mundo-numa-fatia-de.html' title='Toda a crueza do mundo numa fatia de pizza mais barata que tiver'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110489544437078274</id><published>2005-01-04T23:21:00.000-03:00</published><updated>2005-01-05T00:24:04.370-03:00</updated><title type='text'>Às 4 da manhã</title><content type='html'>&amp;Agrave;s 4:15 da manh&amp;atilde;, impaciente, nervoso, espirrando e tenso precisa de algo para aplacar tamanho nervosismo. E, como se sabe, pessoas nesse estado alterado est&amp;atilde;o propensas a atacar os suprimentos e mastig&amp;aacute;-los sem d&amp;oacute;.&lt;br&gt;
  Senta-se &amp;agrave; mesa, pega o requeij&amp;atilde;o, pega as bolachas e p&amp;otilde;e-se a com&amp;ecirc;-las, as bolachas com o requeij&amp;atilde;o. Bolachas duras, croooc, croooc, &amp;oacute;timas para ele que, quando se encontra desse modo, tudo o que quer &amp;eacute; morder algo que force suas mand&amp;iacute;bulas e o fa&amp;ccedil;a sentir dor nas articula&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Masoquista, talvez.&lt;br&gt;
  No sil&amp;ecirc;ncio da madrugada, pensa, sonha, deseja que n&amp;atilde;o apare&amp;ccedil;a ningu&amp;eacute;m para estragar seu momento particular, &amp;iacute;ntimo como uns instantes de masturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; t&amp;iacute;mido, n&amp;atilde;o deseja nenhum familiar apreciando sua boca a atacar as bolachas. &amp;Eacute; um momento privado, entre ele, as bolachas e o requeij&amp;atilde;o. Que o sil&amp;ecirc;ncio, a escurid&amp;atilde;o e a in&amp;eacute;rcia continuem. Que fiquem todos em seus quartos, dormindo, dormindo.&lt;br&gt;
  Mas &amp;eacute; preciso p&amp;ocirc;r mais intrusas. As bolachas n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o legais. Elas t&amp;ecirc;m recheio doce, o que n&amp;atilde;o permite sentir o gosto do requeij&amp;atilde;o. &amp;Eacute; preciso contraste. O salgado e o doce brigando. E convida para a orgia as torradas. Que est&amp;atilde;o velhas, &amp;eacute; verdade, mas v&amp;ecirc;m a calhar n&amp;atilde;o como idosas, mas como experientes cortes&amp;atilde;s.&lt;br&gt;
E assim ele fica, a provar de uma e de outra, alternadamente, sempre com o requeij&amp;atilde;o &amp;agrave; m&amp;atilde;o, atacando ora a bolacha, ora a torrada, degustando-as, at&amp;eacute; que o nervosismo se esfrie e fique tudo calmo outra vez.&lt;br&gt;
Toma uns goles de refrigerante de uva - como se fosse vinho - e pronto, hora de dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110489544437078274?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110489544437078274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/que-o-nervosismo-se-esfrie-e-fique.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110489544437078274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110489544437078274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/que-o-nervosismo-se-esfrie-e-fique.html' title='&amp;Agrave;s 4 da manh&amp;atilde;'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110480933224821920</id><published>2005-01-03T23:28:00.000-03:00</published><updated>2005-01-04T00:28:52.246-03:00</updated><title type='text'>Arrumando o quarto</title><content type='html'>Primeiro dia &amp;uacute;til do ano, e realmente foi &amp;uacute;til. Tirei a tarde para limpar meu quarto - e, de quebra, tirar muitas coisas que j&amp;aacute; deveriam ter sa&amp;iacute;do daqui.&lt;br&gt;
Saldos: 4 sacos de lixo pequeno e 1 grande; mais espa&amp;ccedil;o no meu cub&amp;iacute;culo e, portanto, mais &amp;aacute;rea livre pra circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o; alguns espirros; uma nova apar&amp;ecirc;ncia; e um pouco mais de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110480933224821920?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110480933224821920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/arrumando-o-quarto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110480933224821920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110480933224821920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/arrumando-o-quarto.html' title='Arrumando o quarto'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110460556188649843</id><published>2005-01-01T14:51:00.000-03:00</published><updated>2005-01-01T15:52:41.886-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>* Primeira m&amp;uacute;sica de 2005: Stairway to Heaven. &amp;Eacute; clich&amp;ecirc;, mas eu adoro.&lt;br&gt;
* O Reveillon n&amp;atilde;o foi bom. Sem emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com dor de barriga e sonol&amp;ecirc;ncia por causa de uma droga que tomei.&lt;br&gt;
* Mas tudo bem, eu n&amp;atilde;o tava a fim de agito mesmo. S&amp;oacute; fiquei chateado por ter chateado uma pessoa querida.&lt;br&gt;
* Mas ela compreende. Espero.&lt;br&gt;
* Nada de promessas para o novo ano. Apenas algumas vontades imediatas.&lt;br&gt;
* Por que tanta comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o por causa de uma passagem de um dia pro outro?&lt;br&gt;
* S&amp;aacute;bado com cara de domigo. De novo.&lt;br&gt;
* Segunda m&amp;uacute;sica de 2005: Hey you. N&amp;atilde;o &amp;eacute; clich&amp;ecirc;, e eu adoro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110460556188649843?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110460556188649843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/primeira-m-e-eu-adoro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110460556188649843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110460556188649843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2005/01/primeira-m-e-eu-adoro.html' title=''/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110401705601497346</id><published>2004-12-25T19:22:00.000-03:00</published><updated>2004-12-25T20:24:16.013-03:00</updated><title type='text'>Alguém já viu um chester?</title><content type='html'>Meu irm&amp;atilde;o, no ano passado, acho, levantou essa quest&amp;atilde;o. Quem, afinal, j&amp;aacute; viu um chester vivo? Algu&amp;eacute;m seria capaz de dizer como &amp;eacute; um chester?&lt;br&gt;
  Vai ver que chester nem existe. Deve ser uma ave qualquer, um frango especial, um peru diferente - ou vai ver que nem ave &amp;eacute; - e as empresas, espertinhas, criaram uma capa de mito por cima dele, deixando-o saboroso, suculento, nobre e bl&amp;aacute; bl&amp;aacute; bl&amp;aacute;. E mais caro tamb&amp;eacute;m, claro.&lt;br&gt;
Chester &amp;eacute; que nem Deus. Muitos s&amp;atilde;o os que acreditam, poucos s&amp;atilde;o os que questionam sua exist&amp;ecirc;ncia. E, quando perguntam, ainda levam patadas do tipo &amp;quot;p&amp;aacute;ra de procurar p&amp;ecirc;lo em ovo&amp;quot;, &amp;quot;pergunta mais besta&amp;quot; ou &amp;quot;deixa de ser revoltado&amp;quot;. Calma, gente, calma. Perguntar n&amp;atilde;o ofende. &amp;Eacute; apenas uma perguntinha...&lt;br&gt;
&amp;Eacute;, mas eu vou parando por aqui com minha liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o metaf&amp;oacute;rica entre Deus e chester porque estamos no Natal e, portanto, pra eu levar agress&amp;otilde;es &amp;eacute; daqui pra li. &amp;Eacute; o esp&amp;iacute;rito natalino, &amp;eacute; o esp&amp;iacute;rito natalino...&lt;br&gt;
Par&amp;ecirc;ntesis: j&amp;aacute; deve ter algu&amp;eacute;m dizendo &amp;quot;O qu&amp;ecirc;?!? Esse ateu-comunista-comedor-de-criancinha-diab&amp;oacute;lico est&amp;aacute; comparando Deus a uma ave?!&amp;quot;. E j&amp;aacute; t&amp;ocirc; respondendo &amp;quot;O Chester de ontem tava uma del&amp;iacute;cia&amp;quot;. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110401705601497346?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110401705601497346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/algu-viu-um-chester.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110401705601497346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110401705601497346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/algu-viu-um-chester.html' title='Algu&amp;eacute;m j&amp;aacute; viu um chester?'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110357945864087989</id><published>2004-12-20T17:48:00.000-03:00</published><updated>2004-12-20T18:50:58.640-03:00</updated><title type='text'>Tem proteção?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Entre marcas, p&amp;uacute;blicos, estilos e pre&amp;ccedil;os, procurar &amp;oacute;culos pra mim &amp;eacute; sempre um sacrif&amp;iacute;cio. Depois de muito experimentar uma variedade imensa de modelos, eis que, &amp;agrave;s vezes, aparece um ou dois pares de que gosto. Mas ainda &amp;eacute; um olhar atravessado... E, assim, continuo sonhando com os &amp;oacute;culos perfeitos, que estariam ali na vitrine, desprezados por todos, fora de moda, cafonas, empoeirados, at&amp;eacute; esquecidos pelos vendedores. E eu estaria passeando despreocupado por ali, e alguma coisa me faria olhar para a vitrine. E eis que eu os veria, tristes, desolados, e minha compra traria felicidade - pra eles e pra mim.&lt;br&gt;
Mas enquanto esse &amp;quot;Dia Cinderela&amp;quot; n&amp;atilde;o chega, tenho de me contentar em procurar em v&amp;atilde;o, comprando um ou outro par, o menos pior que eu achar. E enquanto esse dia n&amp;atilde;o chega, n&amp;atilde;o dou mais de 40 reais num par de &amp;oacute;culos.&lt;br&gt;
&amp;quot;Tem prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;quot;, pergunta a senhora minha m&amp;atilde;e, j&amp;aacute; sabendo - tanto ela quanto eu - que aquela porra n&amp;atilde;o tinha prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o nenhuma contra os t&amp;atilde;o temidos raios UVA, UVB, UV o caralho. Como se aquelas outras merdas de marca menor, vendidas nas Riachuello e C&amp;amp;A's da vida, tivessem. Como tamb&amp;eacute;m se aqueles &amp;oacute;culos &amp;quot;modernos, jovens, feitos pra gente jovem e bonita&amp;quot;, vendidos nas &amp;quot;lojas mais transadas&amp;quot;, tipo Hot Lines, Redley ou Ferrovia, tamb&amp;eacute;m tivessem. E, sinceramente, n&amp;atilde;o vou dar 600 reais - ou mais at&amp;eacute; - por um par de &amp;oacute;culos Ray Ban ou outra merda do tipo. 600 reais paga, e ainda sobra, minha mensalidade na Unifor.&lt;br&gt;
Ta&amp;iacute;, espalhem, por favor. Vai ser um prazer desfilar nas areias da Praia do Futuro, dentre pessoas &amp;quot;jovens, bonitas, espertas, gente de bom gosto, alto n&amp;iacute;vel social e cultural&amp;quot;, ou ent&amp;atilde;o nos pisos espelhados do Iguatemi, no meio de corredores abarrotados de marcas poderosas, ou mesmo nos blocos da Unifor, cortando caminho entre aluninhos med&amp;iacute;ocres que v&amp;atilde;o ganhar uma ag&amp;ecirc;ncia do papai ao se formarem. Espalhem, espalhem. Vai ser um prazer indiz&amp;iacute;vel andar no meio dessa &lt;strong&gt;gentalha&lt;/strong&gt; com &amp;oacute;culos escuros que nem marca t&amp;ecirc;m e ainda foram comprados na Distribuidora Cearense de &amp;Oacute;culos. Por quanto? 15 reais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110357945864087989?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110357945864087989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/tem-proteo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110357945864087989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110357945864087989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/tem-proteo.html' title='Tem prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o?'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110308081997009162</id><published>2004-12-15T11:20:00.000-03:00</published><updated>2004-12-15T00:20:19.970-03:00</updated><title type='text'>Era só terem dado o número certo...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Informador um, quatro, quatro, Fulana, bom-dia, feliz natal? Bom-dia, c&amp;ecirc; tem o telefone do N&amp;uacute;cleo de L&amp;iacute;nguas da UECE? S&amp;oacute; um instante. &amp;Eacute; tr&amp;ecirc;s, dois, nove, nove, vinte e cinco, zero, zero. Brigado. Informador um, quatro, quatro agradece.&lt;br&gt;
Al&amp;ocirc;? Por favor, c&amp;ecirc; pode me informar quando &amp;eacute; a matr&amp;iacute;cula dos alunos veteranos de Franc&amp;ecirc;s? S&amp;oacute; um instante.&lt;br&gt;
(passa a chamada) &lt;br&gt;
DEG (DEG?!), pois n&amp;atilde;o? Err, c&amp;ecirc; sabe dizer quando &amp;eacute; a matr&amp;iacute;cula dos alunos veteranos? Dias 13 e 17, pela Internet (Internet?!). N&amp;atilde;o, mas &amp;eacute; do Franc&amp;ecirc;s? Franc&amp;ecirc;s... Letras? N&amp;atilde;o, do curso de extens&amp;atilde;o, o curso de l&amp;iacute;nguas. N&amp;atilde;o, a&amp;iacute; &amp;eacute; no Centro de Humanidades. Eu sei, mas me deram esse n&amp;uacute;mero a&amp;iacute;. N&amp;atilde;o, c&amp;ecirc; liga pra sete, um, zero, zero. Dois, sete, dois, sete, um, zero, zero. Voc&amp;ecirc; se informa l&amp;aacute;. T&amp;aacute;, brigado. Sete, um, zero, zero. &lt;br&gt;
Al&amp;ocirc;, quando &amp;eacute; a matricula dos veteranos de franc&amp;ecirc;s? C&amp;ecirc; liga pra dois, sete, dois, dezenove, nove, dois. Brigado.&lt;br&gt;
Al&amp;ocirc;? C&amp;ecirc; sabe me dizer quando &amp;eacute; a matr&amp;iacute;cula dos alunos de franc&amp;ecirc;s, os veteranos? Vinte e cinco e vinte e seis de janeiro. C&amp;ecirc; j&amp;aacute; t&amp;aacute; com o carn&amp;ecirc; quitado? T&amp;ocirc;, t&amp;ocirc; sim (mesmo n&amp;atilde;o estando). &lt;br&gt;
... &lt;br&gt;
Eu sei quem atendeu o &amp;uacute;ltimo telefonema, e sei que, pela sua do&amp;ccedil;ura e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para com os alunos, ela perguntou com toda boa inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de me ajudar, afinal, a &amp;uacute;ltima presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do carn&amp;ecirc; &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m a matr&amp;iacute;cula. Mas depois de toda essa maratona ainda ouvir uma pergunta sobre minhas d&amp;iacute;vidas... &amp;eacute; dose. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110308081997009162?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110308081997009162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/era-smero-certo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110308081997009162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110308081997009162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/era-smero-certo.html' title='Era s&amp;oacute; terem dado o n&amp;uacute;mero certo...'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110285511466694754</id><published>2004-12-12T08:35:00.000-03:00</published><updated>2004-12-12T09:38:34.666-03:00</updated><title type='text'>Os blogueiros</title><content type='html'>&lt;p&gt;A apatia, tristeza e nebulosidade do dia pareciam prenunciar. E, antes de ir pro tal encontro de blogueiros, a not&amp;iacute;cia: m&amp;atilde;e do fulano morreu.&lt;br&gt;
Foi dif&amp;iacute;cil a pizza passar. Foi dif&amp;iacute;cil sorrir. E foi dif&amp;iacute;cil encarar o ambiente carregado do local, encarar o olhar distante do amigo, encarar certas conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. Encarar a morte sem saber o que dizer a n&amp;atilde;o ser &amp;quot;conte com a gente&amp;quot; ou algo do tipo.&lt;br&gt;
Depois vinha o tal encontro, o amigo secreto. Que, de t&amp;atilde;o secreto, nem se sabia qual era o amigo. Suspense at&amp;eacute; os &amp;uacute;ltimos instantes. &lt;br&gt;
Se antes foi dif&amp;iacute;cil encarar o clima pesado do vel&amp;oacute;rio, agora era dif&amp;iacute;cil encarar o clima descontra&amp;iacute;do de bar. &amp;quot;N&amp;atilde;o quer beber algo forte?&amp;quot;, algu&amp;eacute;m pergunta. Deveria ter tomado algo forte de verdade e me deixar ficar um pouco mais suspenso do que j&amp;aacute; estava. &lt;br&gt;
Mas foi bom. Foi legal encontrar pessoas que se parecem em algumas coisas com voc&amp;ecirc;. Pessoas que escolheram um dado ve&amp;iacute;culo de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um ve&amp;iacute;culo j&amp;aacute; meio em desuso, ofuscado pelo brilho de outras coisas. Pessoas que escolheram a palavra - sempre t&amp;atilde;o venenosa palavra - para expressar aquilo que se passa em uma inst&amp;acirc;ncia t&amp;atilde;o pessoal. E escolheram arrega&amp;ccedil;ar pro mundo os sentimentos e pensamentos turvos, meio que sem medo de ouvir certas coisas de volta. &lt;br&gt;
Quer saber? Eu acho que... parab&amp;eacute;ns pra n&amp;oacute;s, que, apesar de tudo, estamos passando por cima da pasteuriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da idiotice generalizada da Internet. Parab&amp;eacute;ns pra n&amp;oacute;s que temos um conte&amp;uacute;do. Mesmo que possa ser f&amp;uacute;til pra alguns, mas, pelo menos, &amp;eacute; original. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110285511466694754?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110285511466694754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/os-blogueiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110285511466694754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110285511466694754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/os-blogueiros.html' title='Os blogueiros'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110250955693283710</id><published>2004-12-08T08:36:00.000-03:00</published><updated>2004-12-08T09:39:16.933-03:00</updated><title type='text'>Despedida?</title><content type='html'>Teve todo um jeito de despedida: gravar o CD de &lt;em&gt;backup&lt;/em&gt; e sentir, pela primeira vez, que o fim est&amp;aacute; bem pr&amp;oacute;ximo. Mas n&amp;atilde;o sei. O futuro imediato, que se esconde na esquina da frente, ou foge na curva a seguir, reserva surpresas, coisas boas e coisas ruins. Certeza, certeza, nenhuma. Apenas desejos, vontades. Que, dependendo de "sim&amp;acute;s" poderosos, n&amp;atilde;o ficam nunca no "n&amp;atilde;o", mas sempre, sempre no "talvez".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110250955693283710?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110250955693283710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/despedida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110250955693283710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110250955693283710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/despedida.html' title='Despedida?'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110225581210699053</id><published>2004-12-05T10:09:00.000-03:00</published><updated>2004-12-05T11:10:12.106-03:00</updated><title type='text'>Prisioneiro do tempo?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ele parou de funcionar do dia 28 para o dia 29 de um m&amp;ecirc;s qualquer, as 11:44 da noite. Eu gostava dele, era bonito, elegante e tal. N&amp;atilde;o tinha minha cara, mas eu gostava mesmo assim.&lt;br&gt;
Parara de us&amp;aacute;-lo j&amp;aacute; h&amp;aacute; um certo tempo, porque ela vivia dizendo que era eu preso &amp;agrave;s horas. Querendo ser livre - e querendo que ela parasse de dizer isso -, deixei-o de lado. &lt;br&gt;
... &lt;br&gt;
Hoje, j&amp;aacute; se passaram mais de 2 anos, e continuo preso ao tempo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110225581210699053?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110225581210699053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/prisioneiro-do-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110225581210699053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110225581210699053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/prisioneiro-do-tempo.html' title='Prisioneiro do tempo?'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110203663023012752</id><published>2004-12-02T21:13:00.000-03:00</published><updated>2004-12-02T22:21:01.900-03:00</updated><title type='text'>O prazer instanâneo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pensado h&amp;aacute; alguns dias, escrito hoje.&lt;br&gt;
Uma noite de sono, um almo&amp;ccedil;o, um selo de despedida, um abra&amp;ccedil;o apertado, uma tarde com os amigos, um fim de semana na praia, um carnaval na serra, uma noite de sexo, um chiclete ou um bombom qualquer, um sorvete que se derrete, ou um picol&amp;eacute;, o avi&amp;atilde;o ao decolar, o avi&amp;atilde;o ao aterrissar, o frio na barriga, o orgasmo, a chuva &amp;agrave; noite, o loop da montanha-russa, um livro bom, um bom livro, um disco legal, um show legal, um filme bom, uma pe&amp;ccedil;a boa, a companhia de algu&amp;eacute;m... &lt;br&gt;
  Seria a efemeridade uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt; para o prazer?
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110203663023012752?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110203663023012752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/o-prazer-instanneo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110203663023012752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110203663023012752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/o-prazer-instanneo.html' title='O prazer instan&amp;acirc;neo'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9349310.post-110199371525332899</id><published>2004-12-02T09:21:00.000-03:00</published><updated>2004-12-02T10:25:25.206-03:00</updated><title type='text'>Cheiro de recomeço</title><content type='html'>&lt;p&gt; Cheiro de recome&amp;ccedil;o, de tinta fresca. Sim, as paredes mal sairam da reforma, e j&amp;aacute; est&amp;atilde;o sendo expostar para quem queira ver... &lt;br&gt;
O outro blog, o Mundo Fragmentado, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o dava conta... O Weblogger tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o dava conta... E, pra descarregar tudo daqui de dentro - &amp;eacute;, um v&amp;ocirc;mito, por que n&amp;atilde;o -, tive de criar outro espa&amp;ccedil;o... Esse com mais estilo, com uma cara nova, com a tinta fresca ainda a queimar meu nariz. &lt;br&gt;
Entre, fique &amp;agrave; vontade. Quem me conhece, sabe que meu blog n&amp;atilde;o &amp;eacute; de frescurinhas: "Ontem sa&amp;iacute; pra n&amp;atilde;o sei onde, hoje fiz n&amp;atilde;o sei o qu&amp;ecirc;, amanh&amp;atilde; vou falar com n&amp;atilde;o sei quem...". Quem n&amp;atilde;o conhece, vai come&amp;ccedil;ar a conhecer. Mas s&amp;oacute; esteja aqui se tiver a fim de nadar no meio de palavras densas, se n&amp;atilde;o tiver medo de se afogar em meio a elas, se tiver a fim de vencer a mar&amp;eacute; que elas formam. Caso contr&amp;aacute;rio... caso contr&amp;aacute;rio, fazer o qu&amp;ecirc;, n&amp;eacute;? &lt;br&gt;
Ah, e, por favor, d&amp;ocirc;e um grifo, quer dizer, um coment&amp;aacute;rio. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9349310-110199371525332899?l=grifomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grifomeu.blogspot.com/feeds/110199371525332899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/cheiro-de-recomeo_110199371525332899.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110199371525332899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9349310/posts/default/110199371525332899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grifomeu.blogspot.com/2004/12/cheiro-de-recomeo_110199371525332899.html' title='Cheiro de recome&amp;ccedil;o'/><author><name>Paulo Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06229095971336087982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GPmqoHjRSqA/S-Qbxy3FBRI/AAAAAAAAAd0/heeGKI784qU/S220/avatar_victor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
